“A maternidade vai sair. O dinheiro já está disponibilizado para a Prefeitura de Itajaí. É um projeto do Ministério da Saúde e o terreno já foi colocado à disposição. Agora, precisamos fazer esse projeto avançar para que a população tenha esse atendimento”, afirmou

Durante a entrevista, Ana Paula também falou sobre sua trajetória política e a relação com o Partido dos Trabalhadores. Filiada ao PT desde 1987, a deputada afirmou que sua história política está diretamente ligada à legenda e que permaneceu no partido mesmo durante períodos de crise. “Minha vida é pelo PT. Eu conheci o Décio na universidade, primeiro me apaixonei por ele e depois pelo partido e pela causa. O PT passou por momentos muito difíceis, como outros partidos também passaram, mas eu nunca pensei em sair”, declarou.

Ao comentar o cenário político de Santa Catarina, Ana Paula discordou da avaliação de que o estado seja necessariamente o mais alinhado ao bolsonarismo. Para ela, a relação entre diferentes grupos políticos precisa ser marcada pelo diálogo e pelo respeito às divergências.

“Eu acho que a política precisa ser feita com grandeza e respeito. Em 2018 e 2022, nós vimos pessoas brigando dentro das famílias, entre amigos, vizinhos e colegas de trabalho por causa de política. Hoje, eu percebo que as pessoas estão mais dispostas a ouvir e receber a nossa mensagem. A diferença política não pode impedir o diálogo”, disse.

Sobre o primeiro mandato na Câmara, a deputada afirmou que uma das principais bandeiras foi a defesa da democracia e da soberania nacional. Ela também citou a atuação como vice-líder do governo Lula e projetos que, segundo ela, foram construídos a partir do diálogo com parlamentares de diferentes posições. “Mesmo em um ambiente de muito conflito político, conseguimos dialogar e construir projetos. Trabalhamos pela reforma tributária, pela isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, pela valorização real do salário mínimo e pela retomada de programas como o Mais Médicos e o Minha Casa Minha Vida”, afirmou.

A violência contra as mulheres também esteve entre os temas abordados. Ana Paula afirmou que Santa Catarina enfrenta problemas relacionados à proteção das mulheres e defendeu a ampliação da rede de atendimento, além de ações integradas entre os diferentes poderes. “Nós precisamos fortalecer a rede de proteção. Não basta falar sobre violência contra a mulher depois que ela acontece. É preciso trabalhar com prevenção, educação e acolhimento. O estado precisa participar desse pacto nacional e unir Executivo, Legislativo e Judiciário para enfrentar esse problema”, declarou.

Na área de infraestrutura, a deputada destacou a situação da BR-101 e o aumento do fluxo de veículos pesados, especialmente diante da retomada das atividades portuárias em Itajaí. Segundo ela, são necessárias medidas para enfrentar os pontos de congestionamento e os gargalos existentes na rodovia, especialmente na região de Itapema e no trecho em direção a Joinville.

Ana Paula também mencionou o Morro dos Cavalos como um dos pontos que estão no foco das discussões envolvendo a BR-101. Sobre o projeto da chamada Viamar, a deputada afirmou que, na avaliação dela, não há atualmente um projeto nem licença ambiental para a obra e classificou a divulgação da proposta como uma forma de enganar a população catarinense.

Na saúde, a parlamentar apontou as filas para cirurgias eletivas e exames de alta complexidade como alguns dos principais desafios enfrentados pela população. Segundo ela, o problema envolve municípios e governo estadual, além da necessidade de ampliar o acesso a especialistas.

Aliel apoia mudanças que reduzem impostos e busca aliviar o orçamento das famílias brasileiras

Deputado votou a favor da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e da alíquota zero para alimentos essenciais da cesta básica

"“A maternidade vai sair. O dinheiro já está disponibilizado para a Prefeitura de Itajaí. É um projeto do Ministério da Saúde e o terreno já foi colocado à disposição. Agora, precisamos fazer esse projeto avançar para que a população tenha esse atendimento”, afirmou"

"“Eu acho que a política precisa ser feita com grandeza e respeito. Em 2018 e 2022, nós vimos pessoas brigando dentro das famílias, entre amigos, vizinhos e colegas de trabalho por causa de política. Hoje, eu percebo que as pessoas estão mais dispostas a ouvir e receber a nossa mensagem. A diferença política não pode impedir o diálogo”, disse."