A Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF) manifestou forte descontentamento com a construção de um monumento para celebrar os 41 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) dentro das instalações da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Embora a entidade reconheça o direito à livre manifestação e à diversidade de opiniões, a ACIF considera inadequado que uma instituição pública, financiada por impostos de toda a população, dedique espaço permanente a um movimento marcado por intensos debates políticos e ideológicos e que não representa a totalidade da sociedade brasileira.

A nota oficial da ACIF argumenta que a universidade deve ser um espaço de conhecimento, pesquisa e formação de pensamento crítico, aberto a todas as correntes de ideias, sem favorecer ou institucionalizar narrativas de grupos específicos. Segundo a associação, a instalação de um monumento permanente em homenagem a um movimento político-social específico quebra o princípio de equilíbrio institucional e reforça uma vinculação que diverge da missão de neutralidade esperada de uma instituição pública.

Em outra frente, a Secretaria de Licitações, Contratos e Parcerias de Florianópolis anunciou a homologação do resultado do processo de concessão da Praça Pio XII, localizada na região central da capital. A empresa DP Gestão e Cobranças foi declarada habilitada e aprovada em todas as exigências do edital de pregão eletrônico. O valor da outorga estabelecido é de R$ 2,75 milhões, que deverá ser quitado antes da assinatura do contrato.

O contrato de concessão terá validade de 35 anos, período durante o qual a empresa será responsável pela revitalização e manutenção da praça. A homologação marca um passo importante para a readequação e uso público do espaço, aguardando o início do cronograma de obras previsto. O texto original também faz menção a novas regras para as "ruas da Copa" e ao evento Nação Hip-Hop, sem detalhar os pontos.