A agroecologia emerge como um tema central na agenda de desenvolvimento sustentável em Santa Catarina, sendo pautada como uma política pública estratégica pelo Tribunal de Contas do estado (TCE-SC). A abordagem institucional reconhece a necessidade de um modelo de crescimento que harmonize a produção econômica com a proteção ambiental e a promoção da justiça social. Essa visão integradora é defendida por conselheiros da Corte de Contas, que veem na agroecologia um caminho para fortalecer a sustentabilidade no setor primário catarinense.
Ao tratar a agroecologia como pilar estratégico, o poder público sinaliza um compromisso com sistemas de produção de alimentos que vão além da mera rentabilidade. A agroecologia propõe métodos que respeitam os ecossistemas, valorizam a biodiversidade, promovem a saúde do solo e da água, e garantem condições justas para os agricultores. Essa perspectiva é crucial para a segurança alimentar, a conservação dos recursos naturais e a resiliência das comunidades rurais, alinhando-se aos princípios de um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.
A participação ativa do Tribunal de Contas de Santa Catarina neste debate sublinha a importância da fiscalização e do incentivo a políticas públicas que gerem impacto positivo e duradouro. O TCE-SC, por meio de seus membros, como a conselheira substituta Sabrina Nunes Iocken e o conselheiro Aderson Flores, tem se dedicado a fomentar a discussão sobre como a agroecologia pode ser efetivamente implementada e monitorada no estado. A instituição já realizou o primeiro de uma série de iniciativas para aprofundar o conhecimento e a aplicação desses conceitos em território catarinense.
A formalização da agroecologia como política pública representa um avanço significativo para Santa Catarina, um estado com forte vocação agrícola. A expectativa é que essa diretriz incentive práticas mais sustentáveis no campo, apoie pequenos e médios produtores, e contribua para a construção de um futuro mais equilibrado e equitativo. A integração entre os diversos setores da sociedade – desde os órgãos de controle até os produtores rurais – será fundamental para transformar essa visão estratégica em resultados concretos e benefícios para toda a população.