A posição está longe de ser consensual -- ou mesmo majoritária -- no entorno de Flávio. O coordenador da campanha, Rogério Marinho, considera o impeachment de Moraes "inegociável". Ele quer ser o presidente do Senado, na próxima legislatura, justamente para levar adiante um processo.

Outras pessoas próximas do candidato do PL, no entanto, veem espaco para composição. O que os move é o temor de que a agenda anti-STF paralise o país e tire o foco de um eventual governo Flávio justo no momento de maior capital político para fazer reformas, principalmente na área econômica.

Governo não apresentou pedido para acelerar 6x1 no Senado, diz AlcolumbreAlfredo Gaspar diz que "Justiça demorou" em arquivar caso sobre estuproRevisão criminal de Bolsonaro só será analisada após 2º turno, diz Kassio Para "aliviar" com Moraes, na avaliação desse grupo, é preciso que o ministro mande sinais claros de guinada em suas posições. Depois do segundo turno, em caso de uma vitória de Flávio, entendem que seria fácil. Os gestos, portanto, teriam que partir nas próximas duas semanas e meia.

Por ora, avalia esse mesmo grupo próximo a Flávio, os sinais foram muito tímidos e não configuram um redesenho de forças no STF capaz de mudar a tendência pró-impeachment, em caso de vitória de Flávio e com um Congresso que terá dois terços dos senadores favoráveis à cassação de ministros do STF.

Moraes, nesta semana, autorizou a progressão de pena de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como a "Débora do Batom", para o regime semiaberto.

Também veio a público uma decisão sigilosa, proferida em setembro, de arquivamento das investigações contra o senador Marcos Do Val (Avante-ES) e os influenciadores bolsonaristas Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio por suspeita de obstrução de Justiça e incitação a crimes.