Banco Central decreta liquidação extrajudicial da MW Pay, de Joinville, por violações às regras do SPB
Segundo o BC, a MW tem baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional, com menos de 0,0002% do ativo total. Em nota, a autarquia atribui a decisão à "constatação de graves violações às normas que disciplinam as instituições" do Sistema de Pagamentos Brasileiro.
"Nos termos da lei, ficam indisponíveis, a partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição", informa o comunicado do BC. Em seu site, a MW Pay se apresentava como fornecedora de serviços a fintechs, marketplaces e plataformas de tecnologia.
A autarquia afirma que vai apurar as responsabilidades dentro de suas competências legais. "O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes", diz o BC em nota.
A liquidação da MW Pay é pequena perto do caso que mais repercutiu no setor neste ano: a do Banco Master, que o BC afirmou não afetar a estabilidade do sistema financeiro na época.
O padrão de pequenas instituições de pagamento fechadas por violação às regras do SPB não é inédito: a Receita Federal já flagrou uma fintech da Faria Lima movimentando R$ 1 bilhão em esquema ligado ao PCC.
O BC não detalhou, desta vez, que tipo de violação a MW Pay cometeu, nem se há suspeita de uso irregular da instituição por terceiros.
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Uma instituição de pagamento de Joinville (SC) que prestava serviços a fintechs, marketplaces e plataformas de tecnologia.
Por constatação de graves violações às normas que disciplinam as instituições do Sistema de Pagamentos Brasileiro, segundo nota do BC.
Os bens dos controladores e ex-administradores ficam indisponíveis a partir da data do decreto.
