Empresas localizadas em Concórdia, cidade do Oeste catarinense, tornaram-se o centro de uma polêmica envolvendo listas de boicote político que circulam em redes sociais. Esses materiais buscam associar estabelecimentos comerciais a supostos posicionamentos ideológicos, incentivando consumidores a boicotar negócios ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A divulgação dessas listas gerou preocupação e reações imediatas no setor empresarial da região. Em resposta à repercussão negativa e à crescente pressão, entidades representativas do comércio em Concórdia emitiram notas oficiais para se posicionar sobre o assunto.

O Sindicato do Comércio Varejista de Concórdia e Região (Sindilojas) e a Associação Empresarial de Concórdia (ACIC) divulgaram comunicados conjuntos em defesa do respeito às diversas opiniões e da liberdade de pensamento. As associações enfatizaram a importância de valorizar o comércio local, independentemente de inclinações políticas de seus proprietários ou funcionários.

Ambas as entidades ressaltaram que a associação de empresas a posicionamentos políticos, especialmente em um contexto de listas de boicote, pode ter um impacto prejudicial no ambiente de negócios e na economia de Concórdia. Defenderam que o foco deve permanecer na atividade comercial e na geração de empregos, sem que divergências ideológicas se tornem um fator de discriminação ou retaliação.