Durante a análise do pedido, o vereador Marcelo Achutti (MDB) se manifestou contra o abono e mencionou o fato de Jair Renan estar atualmente em campanha para deputado federal por Santa Catarina. Achutti também citou os R$ 3 milhões destinados à campanha do parlamentar por meio do Fundo Eleitoral.

O vereador do MDB defendeu que Jair Renan se licencie do mandato durante a campanha, permitindo a convocação do suplente, e criticou a possibilidade de a Câmara justificar a ausência. Durante a manifestação, chegou a dizer: “Vão criar vergonha na cara”. O pedido acabou rejeitado por 10 votos a 5, com uma abstenção. Com a decisão, a ausência deverá resultar em um desconto de aproximadamente R$ 2,2 mil na remuneração do vereador.

Ao final da sessão, Jair Renan explicou que tem viajado a Brasília às quartas-feiras para visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, essa é a razão pela qual poderá registrar outras ausências no mesmo dia da semana. Jair Renan também rebateu a referência feita por Achutti aos recursos do Fundo Eleitoral. O vereador afirmou que o dinheiro recebido é destinado à realização de sua campanha e que eventuais valores não utilizados serão devolvidos. Atualmente vereador de Balneário Camboriú, Jair Renan disputa uma vaga de deputado federal por Santa Catarina nas eleições deste ano.

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