A campanha ao governo de Santa Catarina foi marcada por confrontos - muitas vezes duros - e o reflexo inevitável da polarização nacional entre os principais candidatos. Embora a propaganda tenha começado amena, o tom subiu e temas como violência contra a mulher, atuação policial, infraestrutura e relação com o governo federal dominaram as entrevistas e as redes dos pretendentes ao cargo.

Candidato à reeleição, Jorginho Mello (PL) tornou-se o principal alvo dos adversários. A ofensiva ocorreu tanto pela condição de atual governador quanto pelo favoritismo na disputa eleitoral, já que ele liderou as duas pesquisas realizadas pela Quaest, contratadas pela NSC, inclusive com possibilidade de vitória no 1º turno.

Os principais "atiradores" foram João Rodrigues (PSD), ex-prefeito de Chapecó por quatro mandatos, e Gelson Merísio (PSB), empresário e ex-deputado estadual. Eles estão, respectivamente, em segundo e terceiro na pesquisa.

Os demais candidatos, que não ultrapassaram mais que 2% nas intenções de voto, Professor Marcus Sodré, Marcelo Brigadeiro (Missão), Laís Chaud (Unidade Popular), Ralf Zimmer (PRD) e Bruno Pedreiro (PCO), também usaram os espaços para criticar a atual gestão e propor mudanças.

A pesquisa Quaest de 24 setembro perguntou aos eleitores qual é o principal problema de Santa Catarina. Saúde (29%), infraestrutura (15%), violência (10%), enchentes (8%) e educação (6%) foram os temas mais citados.