00:00 A+ A- Ler o resumo da notícia Pesquisa AtlasIntel divulgada em 1º/4 indica que Carlos Bolsonaro apareceria em 3º lugar na disputa ao Senado em SC, fora da zona de eleição. No cenário consolidado de 1º e 2º votos, o vereador do Rio tem 18,3%, atrás de Carol De Toni (30,7%) e Esperidião Amin (20,1%). A rejeição atinge 50% dos eleitores catarinenses, que consideram a candidatura "oportunismo político contra os interesses do estado". A pesquisa foi realizada entre 25 e 30 de março com 1.280 entrevistados e margem de erro de ±3 pontos percentuais. Pesquisa AtlasIntel sobre as eleições de 2026 em Santa Catarina, divulgada nesta quarta-feira (1), revela que a candidatura de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) ao Senado não teria força suficiente para garantir uma das duas vagas em disputa. Além de aparecer atrás de adversários diretos, o vereador do Rio de Janeiro enfrenta forte rejeição no estado e um cenário de divisão dentro do próprio campo bolsonarista.

O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 30 de março de 2026, com 1.280 entrevistados, margem de erro de ±3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR) .

No principal cenário testado pela AtlasIntel — que considera o consolidado de 1º e 2º votos — Carlos Bolsonaro aparece apenas na terceira colocação:

O dado é especialmente relevante porque Santa Catarina elegerá dois senadores. Mesmo assim, Carlos Bolsonaro aparece fora das duas primeiras posições — ou seja, fora da zona de eleição.

No recorte de primeiro voto, que costuma refletir preferências mais consolidadas do eleitor, o cenário também é desfavorável:

Embora apareça em segundo lugar nesse recorte, Carlos Bolsonaro não abre vantagem sobre Amin e segue distante da liderança.

A queda no segundo voto é um indicativo de baixa capilaridade e dificuldade de ampliar apoio além de seu núcleo mais fiel.

O dado mais negativo para Carlos Bolsonaro está na percepção do eleitorado catarinense sobre sua eventual candidatura. Segundo a pesquisa, 50% dos entrevistados consideram que sua candidatura seria “um oportunismo político que vai contra os interesses do estado”, enquanto apenas 25,6% avaliam como “a melhor alternativa para os interesses do estado” e 20,6% veem como uma estratégia “legítima, mas questionável”.

Ou seja, metade do eleitorado rejeita frontalmente sua candidatura — praticamente o dobro dos que a apoiam.

A rejeição está diretamente ligada ao fato de Carlos Bolsonaro não possuir trajetória política em Santa Catarina. Vereador no Rio de Janeiro, sua possível candidatura é vista como uma tentativa de “importação eleitoral”, o que historicamente enfrenta resistência em disputas estaduais.

Esse fator ajuda a explicar por que, mesmo em um estado onde o bolsonarismo tem presença relevante, seu nome não consegue se consolidar.

O cenário também evidencia uma divisão dentro do próprio bolsonarismo. A liderança nas pesquisas é ocupada por Carol De Toni (PL), deputada federal com base consolidada em Santa Catarina, que supera Carlos Bolsonaro em todos os cenários testados.

Além disso, a presença de nomes tradicionais como Esperidião Amin fragmenta ainda mais o campo da direita, dificultando a construção de uma candidatura única competitiva.