A cassação do vereador Cleiton Profeta (PL) em Joinville tornou-se um catalisador para uma disputa acirrada entre figuras proeminentes da direita brasileira, com repercussões diretas em Santa Catarina e na cidade catarinense.
Influenciadores digitais com milhões de seguidores, incluindo Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, têm usado o caso para direcionar críticas ao partido Novo. Em postagens no X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonaro acusou o Novo de se aliar ao PT e MBL para cassar o vereador do PL, citando Olavo de Carvalho para reforçar sua crítica à elite política.
Essa escalada de tensões entre o PL e o Novo, personificada na rivalidade entre Romeu Zema (governador de Minas Gerais e figura do Novo) e a família Bolsonaro, coloca o partido Novo em Santa Catarina em uma posição delicada. A relação, já consolidada mas não oficializada, entre o pré-candidato a vice-governador Adriano Silva (Novo) e o atual governador Jorginho Mello (PL) para a chapa estadual agora enfrenta um cenário de incerteza.
Pessoas próximas a Adriano Silva expressam preocupação com o aumento das tensões partidárias, embora a parceria entre Jorginho Mello e Adriano Silva continue oficialmente em curso, com o ex-prefeito de Joinville participando de reuniões governamentais e agendas com secretários estaduais. No entanto, a disputa nacional pode ter implicações significativas para a política em Joinville e em Santa Catarina.
