A transição da Reforma Tributária, com suas profundas mudanças no sistema fiscal brasileiro, já está em curso e promete impactar diretamente o setor produtivo até 2033. Para preparar empresários, contadores e advogados para este novo cenário, diversas entidades empresariais e de classe organizaram um evento informativo em Araranguá. A iniciativa, que contou com a participação da CDL de Araranguá, ACIVA, Sindicont, OAB, Sescon Sul e a Nueva, visou esclarecer dúvidas e detalhar o cronograma de implementação das novas regras, que demandará planejamento estratégico das empresas.

Durante o encontro, especialistas apresentaram um panorama das etapas de substituição dos atuais tributos. Em 2027, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) substituirá o PIS e a Cofins integralmente. Posteriormente, entre 2029 e 2032, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) gradualmente tomará o lugar do ICMS e do ISS. A presidente da CDL de Araranguá, Rejane Silva de Araujo, alertou para a necessidade de atenção redobrada e a busca por informação qualificada para evitar impactos negativos. Jadiel Boza Della Vechia, presidente da ACIVA, reforçou o papel das entidades em promover o diálogo e a preparação diante das transformações tributárias.

Em um movimento complementar de fomento ao ambiente de negócios, o município de Criciúma implementou uma política de desburocratização e incentivo ao empreendedorismo. A prefeitura ampliou a isenção de taxas municipais para atividades classificadas como de baixo risco, medida que pode beneficiar mais de sete mil contribuintes. A iniciativa, amparada pela Lei Complementar nº 626, de dezembro de 2025, visa tornar a cidade mais atrativa para novos empreendimentos, reduzindo custos e exigências administrativas. Entre as taxas isentas estão a de Licença e Fiscalização de Estabelecimento (TLFE), de Controle e Fiscalização Ambiental Municipal (TCFAM) e de Fiscalização de Vigilância Sanitária (TFVS), todas ligadas ao Alvará de Funcionamento. Líderes municipais destacaram o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a modernização administrativa, especialmente para micro e pequenas empresas.

O contexto dessas discussões e políticas locais é marcado por um cenário econômico estadual favorável. Santa Catarina destacou-se nacionalmente ao encerrar o ano de 2025 com a menor taxa de desemprego do país pelo quarto trimestre consecutivo. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE, apontaram uma taxa de desocupação de 2,2% no último trimestre, significativamente abaixo da média nacional de 5,1%. Essa performance, que posicionou o estado entre os líderes anuais, reflete um ambiente econômico robusto e as políticas de incentivo que vêm sendo implementadas no território catarinense, contribuindo para a geração de emprego e renda e consolidando a posição do estado como um polo de desenvolvimento no Brasil.