Após mais de uma década sem novos concursos na área da Saúde, o Governo de Santa Catarina deu início a uma nova etapa de recomposição de profissionais na rede pública estadual. A homologação do edital nº 01/2025, realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC) com autorização do governador Jorginho Mello, marca a retomada das seleções e abre caminho para a convocação de centenas de aprovados.
A publicação oficial ocorreu em edição extra do Diário Oficial do Estado na quinta-feira, 16, formalizando o resultado do certame realizado em janeiro. A partir dessa etapa, começa o processo de chamamento dos candidatos, que já deve contemplar, em um primeiro momento, cerca de 600 profissionais — número superior ao total de vagas inicialmente previsto no edital, que era de 511.
Os convocados irão atuar em diferentes frentes da saúde estadual, incluindo hospitais públicos, as 17 regionais de saúde e setores administrativos da pasta. Entre os cargos contemplados estão médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, fisioterapeutas e profissionais da área administrativa.
A ampliação do quadro ocorre em paralelo a outros investimentos anunciados pelo governo, como a abertura de novos leitos de UTI, construção de estruturas hospitalares e aquisição de equipamentos. Segundo o governador, a estratégia busca modernizar o sistema e reduzir déficits acumulados ao longo dos anos.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, o chamamento dos aprovados passa a integrar a rotina administrativa da secretaria. Após a primeira convocação, novas chamadas devem ocorrer gradualmente, conforme a demanda da rede e a necessidade de reposição de equipes.
A expectativa é que esse fluxo contínuo permita maior agilidade na ocupação das vagas e na adaptação do sistema às demandas do atendimento público.
A Secretaria de Estado da Saúde também orienta os candidatos convocados a ficarem atentos aos prazos estabelecidos para a posse. Caso haja desistência, é necessário formalizar a decisão, permitindo a convocação dos próximos classificados e evitando atrasos na recomposição das equipes.
Segundo a pasta, esse processo é essencial para manter o funcionamento adequado das unidades de saúde e garantir a continuidade dos serviços prestados à população.
