A Colonial Café, empresa fundada em Brusque, celebrará 45 anos de história em julho de 2026, e prepara mudanças na marca e o lançamento de novos produtos ao longo do ano. A ideia é atualizar a identidade visual, embalagens e comunicação.
A fundação da empresa remonta à década de 1970, quando o seu idealizador, Tonico Pereira, começou a atuar no transporte de grãos de café, em uma época em que Brusque já se consolidava como polo industrial e comercial em Santa Catarina.
A proximidade com as torrefações da região despertou um novo interesse dele nos negócios.
“Ele começou com transporte de arroz, que distribuía aqui na região. Mais tarde, com os grãos de café, porque aqui havia muitas torrefações. Com isso, em 1977, ele comprou a primeira torrefação, Café Nelson, que mais tarde se tornou a Colonial Café”, lembra a filha, Sônia Maria Pereira Maffezzolli.
“Eu era nova, mas via ele como grande empreendedor. Meu pai era arrojado, era cauteloso, mas também gostava de arriscar”, completa.
De acordo com o genro de Tonico, Mauro Maffezzolli, que foi convidado para assumir a gestão da torrefação recém-adquirida pela família. “O Café Nelson já estava há muitos anos no mercado, foi uma das primeiras torrefações que vieram para Brusque, junto com o Café Ristow”, recorda.
Com o tempo, surgiu uma nova oportunidade: a compra da estrutura do Café Ristow. Foi ali que nasceu, oficialmente, a marca que hoje estampa as prateleiras. “A Colonial surgiu da seguinte maneira: nós já estávamos com o Café Nelson e ele se interessou em comprar outro café, o Café Ristow. Lá já tinha o registro da marca Colonial em processo. Depois optamos pela marca Colonial, que era mais sugestiva e ligada à cidade”, explica Mauro.
“Naquela época, vender café era colocar os pacotes dentro da Kombi e sair visitando mercados e mercearias. Havia poucos mercados grandes, muito comércio de bairro e cooperativas. Era tudo muito na base da relação e da confiança”, completa.
A história da Colonial também é a história de uma sucessão familiar. O atual gestor, Marcelo Pereira Maffezzolli, neto de Tonico, cresceu entre sacas de café e o vai e vem da produção.
“Desde pequeno, quando eu vinha aqui com meus pais e com meu avô, pra mim era uma coisa muito lúdica. Eu subia nas sacas de café para brincar. Era muito especial. Mas eu nunca imaginei que, de fato, no futuro tocaria a empresa”, conta Marcelo.
A virada aconteceu a partir de 2009, quando ele decidiu se preparar para assumir o negócio da família.
“Enxergando que eu tinha essa vontade real de tocar os negócios, fui buscar mais conhecimento para inovar e me preparar para a gestão. Fiz intercâmbio na Espanha pela universidade e, em 2011, voltei já com o propósito de assumir a Colonial”, explica.
“Mudar a gestão foi um processo delicado. Existe muita história, muita cultura. Com a minha chegada, meus pais (Sônia e Mauro) me deram a oportunidade de montar minha própria equipe, justamente para puxar essa inovação que a Colonial demandava”, completa.
Foi dessa fase em diante que a empresa começou a expandir o portfólio, que até então era focado nos cafés Tradicional, Superior e Gourmet.
A partir da nova equipe, surgiram as linhas de cafés especiais e outros produtos derivados, acompanhando um consumidor mais exigente e interessado em diferentes formas de preparar e apreciar café.
Para dar ainda mais identidade a essa expansão, a Colonial criou a marca própria Fazenda, que reúne a linha de cafés especiais da empresa. Dentro dela, surgiram rótulos que contam histórias e refletem novos hábitos de consumo, como o Café das Mulheres e o café orgânico, pensados para quem busca mais origem, propósito e cuidado na hora de escolher o que vai para a xícara.
“Ao celebrar 45 anos, a empresa olha para trás com gratidão ao legado do meu avô e para frente com planos de inovação, mantendo o mesmo compromisso que guiou a história desde o início: cuidar do café que chega à xícara de quem escolhe a Colonial todos os dias”, finaliza.
