A implementação da robótica educacional na rede municipal de ensino de Lages foi oficializada através de um convênio entre a prefeitura, por meio da Secretaria da Educação, e o Serviço Social da Indústria (Sesi). A cerimônia ocorreu na tarde de segunda-feira, 13 de abril, no auditório da entidade. A iniciativa tem a finalidade de implantar ações pedagógicas direcionadas ao desenvolvimento da cultura Maker e da iniciação à robótica. O projeto contemplará 22 unidades de ensino municipais, alcançando mais de dois mil estudantes da rede.

O projeto será dividido entre escolas de contraturno e de tempo integral. Serão 11 unidades com oferta de contraturno escolar e outras 11 com tempo integral que receberão as atividades. Segundo a prefeita Carmen Zanotto, o investimento em educação é uma prioridade. “Ouvia muito que Lages não tinha mão de obra qualificada. Sempre foi uma de minhas preocupações. Estamos investindo em cada uma das nossas 15 mil crianças e estudantes. A parceria que firmamos hoje com o Sesi garante que teremos homens e mulheres preparados para o mercado de trabalho no futuro”, afirmou a prefeita.

O secretário municipal da Educação, Cristian de Oliveira, também comentou sobre os resultados esperados com a parceria. Para ele, a introdução da Educação Maker e da robótica educacional abrirá um universo de oportunidades para os estudantes da cidade. “Daqui a dez, 20 anos, nossos jovens da educação municipal estarão nas nossas empresas, liderando os processos, na Câmara de Vereadores e até mesmo na Prefeitura. A transformação da nossa cidade passa necessariamente pelo investimento em educação e em parcerias como esta”, destacou o secretário.

Pela perspectiva da indústria, o vice-presidente regional da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Fabiano Ventura, salientou a importância de preparar os jovens desde cedo. Ele explicou que a federação busca atender além das indústrias. “A escolha de uma carreira industrial, de uma carreira qualquer que seja, começa desde o início, com acesso à tecnologia, à Internet e a computadores. Quanto mais preparados os nossos estudantes chegarem lá no futuro, para escolherem se vão fazer engenharia ou qualquer outro curso, maior será a absorção posterior no mercado de trabalho”, pontuou Ventura.