A cerimônia de premiação da Olimpíada de Matemática reconheceu 474 estudantes da rede municipal de ensino de Criciúma em evento realizado no Teatro Elias Angeloni. A competição envolveu cerca de 700 alunos, que foram organizados em 104 equipes, representando 21 unidades de ensino do município. Durante a solenidade, foram entregues medalhas de ouro, prata e bronze para estudantes com idades entre 9 e 15 anos que se destacaram na competição, evidenciando o engajamento das escolas na iniciativa.

O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, comentou o desempenho dos estudantes na competição. “O resultado obtido pelos nossos estudantes reforça a qualidade do sistema de educação ofertado na rede municipal de Criciúma. Esse desempenho é mérito direto do empenho dos alunos, da orientação qualificada dos nossos professores e do apoio constante das equipes pedagógicas”. O vice-prefeito, Salésio Lima, também se manifestou sobre o evento e o futuro dos premiados. “Ver o teatro lotado por famílias, professores e alunos, todos celebrando o conhecimento, é a prova de que estamos no caminho certo. Cada medalha no peito destas crianças é um passaporte para um futuro de mais oportunidades”, afirmou.

Os resultados apresentados posicionaram os estudantes locais em um patamar de destaque. O município obteve 59 premiações em nível nacional e outras 62 em âmbito regional. Das nove equipes que conquistaram medalhas de ouro em todo o estado de Santa Catarina, cinco pertencem a escolas da rede municipal de Criciúma. Para a secretária de Educação, Geovana Benedet Zanette, os números são reflexo de um trabalho conjunto. “Foi um trabalho incrível da escola e dos professores, que têm um papel fundamental em tudo isso. Essa conquista não é só dos alunos, é de toda uma equipe que acredita na educação e os incentiva a irem cada vez mais longe”, disse. A Escola Municipal de Educação Básica Marechal Rondon recebeu a medalha de diamante, sendo a única do estado a alcançar tal feito.

A Olimpíada Internacional Matemática Sem Fronteiras é uma competição interclasses organizada pela Association Mathématiques sans Frontières, sediada na França. No Brasil, sua coordenação é da Rede POC, com apoio da Embaixada da França. O formato da prova se diferencia por exigir trabalho em equipe para a resolução dos problemas, além de incluir questões em língua estrangeira. Segundo a coordenadora de Matemática da rede municipal, Karine Luiz Calegari Mrotskoski, a metodologia prepara os jovens para desafios futuros. “A proposta da olimpíada vai além do cálculo; ela ensina a importância de ouvir o outro e construir soluções coletivas. Esse resultado confirma que estamos avançando na formação de cidadãos capazes de argumentar e utilizar o raciocínio lógico para superar desafios reais”, ressaltou.

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