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Aprender matemática construindo um robô, buscar soluções para problemas reais ou transformar uma ideia em pesquisa científica.

Na Escola SESI de Referência de Itajaí, a proposta é fazer o aluno colocar a mão na massa — e os resultados já ultrapassaram os muros da escola.

A instituição trabalha com a metodologia STEAM, que integra Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. Os estudantes são estimulados a investigar problemas, criar projetos, testar soluções e trabalhar em equipe.

Segundo o diretor da escola, aulas expositivas, avaliações tradicionais e preparação para vestibulares também fazem parte da rotina, mas o foco está na aplicação do aprendizado.

“O conteúdo, dentro da nossa proposta, é um meio, e não o objetivo final”, explica.

Um dos maiores resultados veio da robótica. A equipe Pipeline Surfers foi campeã brasileira da FIRST LEGO League Challenge neste ano e garantiu vaga no mundial, em Houston, nos Estados Unidos.

Na competição, os estudantes ficaram entre os cinco finalistas do Champion’s Award, principal reconhecimento do torneio, que reuniu 160 equipes de 66 países.

A robótica faz parte de um trabalho desenvolvido pelo SESI em Santa Catarina há mais de uma década. Em Itajaí, além das atividades voltadas a todos os estudantes, a escola mantém equipes de alto rendimento para competições.

“Buscamos criar possibilidades para que cada estudante possa desenvolver seus interesses, descobrir seus talentos e transformar aquilo que aprende em projetos e realizações concretas”, afirma o diretor.

As conquistas vão além dos robôs. Alunos já participaram da Olimpíada Brasileira de Geografia e da Feira Nacional de Iniciação Científica, com pesquisa sobre inteligência artificial no ensino de matemática. Em 2026, Rafaela Nogueira Munhoz conquistou ouro na etapa regional da Olimpíada Nacional de Filosofia e vaga para a etapa nacional.

Da Educação Infantil ao Ensino Médio, a escola também oferece atividades no contraturno, como robótica, música, teatro, judô, futsal e vôlei, além de Salas Maker, laboratórios e projetos interdisciplinares.

A proposta busca preparar os estudantes também para as transformações do mundo do trabalho. “O estudante precisa aprender a aprender, saber se adaptar, trabalhar em equipe, lidar com diferentes pessoas e encontrar soluções para novos desafios”, destaca o diretor.

Assim, o conhecimento sai dos livros para ser experimentado na prática — de projetos desenvolvidos em Itajaí a competições do outro lado do mundo.

Reportagens produzidas de forma colaborativa pela equipe de jornalistas do DIARINHO, com apuração interna e acompanhamento editorial da redação do jornal.