O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, nesta quarta-feira (24/06), da Expomar 2026, realizada em Itajaí (SC). Esse é um dos principais eventos voltados à economia do mar, à pesca, à inovação e ao desenvolvimento sustentável do setor pesqueiro brasileiro.
A exposição reúne representantes do setor pesqueiro, da indústria, da aquicultura, da pesquisa e inovação, de instituições públicas e privadas. Nos últimos anos, consolidou-se como um dos principais fóruns nacionais para discussão dos desafios e oportunidades da economia do mar no Brasil.
“A participação do Ministério na Expomar integra a estratégia de aproximação com os diferentes segmentos do setor, fortalecendo o diálogo com produtores, pesquisadores, empresas, entidades representativas e gestores públicos. O evento constitui um importante espaço para a construção de parcerias, o intercâmbio de experiências e a apresentação de soluções voltadas ao crescimento sustentável da economia do mar”, destacou o secretário nacional de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva, Carlos Mello.
O MPA integrou o painel “Importância da Produção de Proteína Marinha na Conservação Global”. O encontro reuniu especialistas internacionais para discutir o papel estratégico da pesca na segurança alimentar, na conservação dos recursos pesqueiros e na promoção de sistemas produtivos cada vez mais sustentáveis.
O período de colheita da safra de café no Brasil evidencia um cenário marcado por oscilações climáticas que impactaram diretamente o desenvolvimento das lavouras. A combinação de restrição hídrica e altas temperaturas após a florada comprometeu parte do potencial inicial de produção, especialmente no tamanho de peneira em diversas regiões cafeeiras.
Apesar desse quadro, a retomada das chuvas durante fases posteriores do ciclo contribuiu para uma recuperação parcial das plantas, favorecendo o enchimento dos grãos e melhorando as perspectivas de rendimento final da safra.
Segundo especialistas do setor, a safra atual evidencia de forma clara a diferença de desempenho entre lavouras bem manejadas e áreas com limitações nutricionais e estruturais.
Para o engenheiro agrônomo e especialista em Desenvolvimento Técnico de Mercado da Nitro, Plínio Duarte Corrêa, o comportamento das plantas diante do estresse climático reforça o papel decisivo da nutrição equilibrada e da fisiologia vegetal no resultado final da produção.
“As lavouras bem nutridas e com bom equilíbrio fisiológico conseguiram aproveitar melhor o retorno das chuvas para sustentar o enchimento dos frutos, mostrando que o impacto final da safra varia conforme a capacidade de resposta de cada área”, explica o especialista.
O desempenho do cafeeiro em condições adversas está diretamente relacionado à qualidade do solo e ao desenvolvimento radicular. De acordo com Corrêa, a fertilidade do solo é o ponto de partida para a construção de lavouras mais resilientes.
Um solo equilibrado favorece o crescimento das raízes, amplia a capacidade de retenção de água e melhora a absorção de nutrientes, garantindo suporte fisiológico mesmo em períodos de estresse hídrico e térmico.
Na prática, lavouras com nutrição adequada mantêm maior atividade fotossintética, melhor enchimento de frutos e maior capacidade de recuperação após eventos climáticos extremos.
O ciclo produtivo do café é longo e apresenta diferentes demandas nutricionais em cada fase. Logo após a colheita, a prioridade é a reposição das reservas da planta para o próximo ciclo.
Na florada e no pegamento dos frutos, a nutrição é decisiva para sustentar o potencial produtivo. Já nas fases de formação, expansão e enchimento dos grãos, a demanda por nutrientes atinge o pico, influenciando diretamente o tamanho, o rendimento e a qualidade final do café.
Por isso, o manejo nutricional deve ser planejado de forma estratégica e contínua, evitando limitações que possam comprometer o potencial produtivo e o padrão de peneira.
Diante da maior instabilidade climática, soluções nutricionais de alta eficiência vêm ganhando espaço na cafeicultura. O uso de fontes de nutrientes com maior disponibilidade e absorção mais rápida contribui para atender as demandas fisiológicas nos momentos críticos do ciclo.
“As fontes de liberação gradual no solo garantem maior constância no fornecimento de nutrientes, reduzindo perdas. Já as tecnologias com ação fisiológica atuam no metabolismo da planta, auxiliando no enraizamento, na tolerância ao estresse e na eficiência fotossintética”, destaca Corrêa.
Essas ferramentas contribuem para maior uniformidade da lavoura e melhor desempenho produtivo, especialmente em cenários climáticos desafiadores.
A adoção de um manejo nutricional equilibrado tem reflexos diretos na qualidade do café produzido. Lavouras bem nutridas tendem a formar grãos mais densos, uniformes e com melhor padrão físico, elevando o percentual de peneira alta e reduzindo defeitos.
Na bebida, o impacto também é significativo, com maior expressão de atributos sensoriais como doçura, equilíbrio e complexidade.
Outro benefício importante é a redução da desuniformidade de maturação, característica comum do cafeeiro devido às múltiplas floradas. Com nutrição adequada, a maturação se torna mais concentrada, reduzindo a presença de grãos verdes e melhorando a eficiência da colheita.
Para os próximos ciclos, a recomendação técnica é a adoção de uma estratégia preventiva e integrada, baseada em diagnóstico preciso da lavoura e no equilíbrio entre solo, planta e ambiente.
Investimentos em correção e manutenção da fertilidade do solo, nutrição equilibrada, soluções biológicas e tecnologias fisiológicas são apontados como fundamentais para aumentar a resiliência do cafezal e sustentar ganhos consistentes de produtividade e qualidade ao longo do tempo.
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"“As lavouras bem nutridas e com bom equilíbrio fisiológico conseguiram aproveitar melhor o retorno das chuvas para sustentar o enchimento dos frutos, mostrando que o impacto final da safra varia conforme a capacidade de resposta de cada área”, explica o especialista."
