Ler Resumo Bolsonaro criou uma crise política em SC ao impor a candidatura do filho Carlos Bolsonaro ao Senado, preterindo a campeã de votos do PL, deputada Caroline De Toni. Ela decidiu sair do partido. Uma pesquisa local revela alta rejeição à escolha do ex-presidente. O episódio expôs a crise familiar dos Bolsonaro: Michelle anunciou apoio a De Toni, contra Carlos. Este resumo foi útil?

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Jair Bolsonaro criou uma grande confusão política em Santa Catarina ao impor a candidatura de um dos filhos ao Senado pelo Partido Liberal.

A deputada federal Caroline De Toni anunciou nesta quarta-feira (4/2) a saída do PL catarinense por se sentir rejeitada na disputa com o filho do ex-presidente, Carlos, pela candidatura ao Senado.

Ela era a campeã de votos do PL catarinense. Em 2018 se elegeu no rastro do êxito eleitoral de Bolsonaro. Saiu das urnas com mais de 109 mil votos — eleitorado equivalente à metade da cidade agroindustrial onde nasceu e foi vereadora, Chapecó. Mais que dobrou a votação na eleição seguinte, em 2022, quando recebeu 227 mil votos (5,7% do total).

Na prisão, Bolsonaro tem definido as prioridades partidárias para a eleição, sem consulta prévia aos aliados. A lógica é a da primazia à própria família:

* Escolheu o filho-senador, Flavio, como candidato presidencial do Partido Liberal;

* Mandou outro filho, Carlos, renunciar ao mandato de vereador no Rio, que exercia há 25 anos, migrar para Santa Catarina e se candidatar a senador;

* Decidiu que o filho-vereador em Camboriú (SC), Jair Renan, deve ser candidato a deputado federal;

* Designou a mulher, Michelle, como candidata ao Senado pelo Distrito Federal.

Neste ano, haverá disputa por duas vagas ao Senado em cada Estado. O jogo estava praticamente definido para o Partido Liberal catarinense: Caroline De Toni seria candidata e haveria uma aliança com o Progressistas para reeleição do senador Esperidião Amin.

Ao impor o filho Carlos, ex-vereador no Rio, Bolsonaro retirou do jogo a campeã de votos do PL no Estado.

A deputada De Toni deverá se candidatar por outro partido. Vai disputar cada voto com o filho de Bolsonaro, cuja receptividade não tem sido das melhores no eleitorado catarinense.

Pesquisa realizada em dezembro pelo principal grupo jornalístico local, ND, mostrou rejeição significativa (60,5%) à candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina.

Praticamente igual foi a proporção (60,9%) de eleitores sugerindo que o ex-presidente deveria apoiar candidatos catarinenses nas eleições deste ano.

Michelle Bolsonaro resolveu segui-los e anunciou em rede social apoio à candidatura da deputada De Toni contra Carlos. Aparentemente, a crise dos Bolsonaro não é somente política e eleitoral. É, também, familiar.