Fundada em Blumenau em 1995, a Quick Soft transformou uma operação de desenvolvimento de sistemas em uma empresa de tecnologia que hoje atende mais de 1,2 mil clientes e supera R$ 400 bilhões em volume transacionado por ano no mercado brasileiro de recebíveis e crédito estruturado.

Ao longo de mais de três décadas, a companhia acompanhou o desenvolvimento do ecossistema tecnológico do Vale do Itajaí e direcionou sua atuação para um segmento de alta complexidade do mercado financeiro. Atualmente, desenvolve soluções para FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), securitizadoras, factorings e outros agentes da cadeia de crédito.

Nos primeiros anos, a empresa atuava principalmente no desenvolvimento de sistemas sob medida. Com a evolução do negócio, passou a concentrar sua estratégia em soluções próprias oferecidas no modelo de Software como Serviço (SaaS), voltadas à gestão, formalização, registro e escrituração das operações de recebíveis.

Uma nova fase da companhia começou em setembro de 2022, quando a Quick Soft foi adquirida pela Tractus Capital, search fund co-fundado pelos atuais co-CEOs, Lucas Fiuza e Rodrigo Eddine.

A partir da operação, a empresa avançou na profissionalização da gestão e estruturou uma estratégia de crescimento que combina expansão orgânica e aquisições. Desde então, registra crescimento anual superior a 20% em receita recorrente.

Em 2026, essa estratégia ganhou velocidade. Em maio, adquiriu a Finanblue, de Curitiba (PR). Menos de 60 dias depois, em julho, anunciou a aquisição da RGBtec, do Rio de Janeiro.

As operações tiveram objetivos complementares. A primeira ampliou a presença da companhia entre securitizadoras de menor porte, enquanto a segunda fortaleceu sua atuação em novos mercados geográficos, especialmente Rio de Janeiro e Minas Gerais.

“As aquisições reforçaram nossa capacidade de atender diferentes perfis de empresas do mercado de recebíveis e ampliaram o alcance da operação. Agora, nossa prioridade é integrar os negócios, preservar os pontos fortes de cada plataforma e avançar na geração de sinergias para nossos clientes”, afirma Lucas Fiuza, co-CEO da Quick Soft.

Apesar da expansão para outros estados, Blumenau permanece como base da Quick Soft e concentra parte relevante do desenvolvimento tecnológico da companhia.

É a partir de Santa Catarina que a empresa desenvolve soluções utilizadas por organizações do mercado financeiro de diferentes regiões do Brasil.

As tecnologias apoiam etapas como análise, organização, formalização e acompanhamento das operações de crédito, buscando aumentar eficiência, segurança e capacidade de escala.

O próprio mercado catarinense mantém participação relevante nos negócios. Atualmente, Santa Catarina responde por entre 15% e 20% da receita, atrás apenas de São Paulo, que representa aproximadamente 40%.

“Santa Catarina tem uma participação importante em nossa operação, tanto por ser o estado onde a empresa foi fundada quanto pela sua representatividade em nossa receita. Ao mesmo tempo, construímos uma atuação nacional, acompanhando as necessidades dos clientes e as transformações do mercado de crédito em diferentes regiões do país”, afirma Rodrigo Eddine, co-CEO da Quick Soft.

Além da expansão comercial, a empresa participa das mudanças regulatórias e tecnológicas que estão redesenhando a infraestrutura do mercado brasileiro de recebíveis.

A companhia já atua no registro de duplicatas mercantis e está entre as signatárias da Convenção do Banco Central do Brasil para a implantação da duplicata escritural, modelo que deverá ampliar a digitalização, a rastreabilidade e a segurança das operações.

A mudança representa uma nova etapa para o mercado ao permitir maior controle sobre emissão, titularidade e circulação dos títulos. Nesse cenário, a empresa pretende utilizar a experiência acumulada no setor para apoiar FIDCs, securitizadoras e demais agentes na adaptação ao novo ambiente.

"“As aquisições reforçaram nossa capacidade de atender diferentes perfis de empresas do mercado de recebíveis e ampliaram o alcance da operação. Agora, nossa prioridade é integrar os negócios, preservar os pontos fortes de cada plataforma e avançar na geração de sinergias para nossos clientes”, afirma Lucas Fiuza, co-CEO da Quick Soft."

"“Santa Catarina tem uma participação importante em nossa operação, tanto por ser o estado onde a empresa foi fundada quanto pela sua representatividade em nossa receita. Ao mesmo tempo, construímos uma atuação nacional, acompanhando as necessidades dos clientes e as transformações do mercado de crédito em diferentes regiões do país”, afirma Rodrigo Eddine, co-CEO da Quick Soft."