O número de presos matriculados no ensino superior cresceu 16,17% em Santa Catarina em um ano. No segundo semestre de 2025, eram 847 internos cursando uma graduação. No mesmo período de 2026, o número chegou a 984. Todos os cursos são oferecidos na modalidade de Educação a Distância (EAD).

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O crescimento faz parte das ações de educação desenvolvidas no sistema prisional como parte das políticas públicas de ressocialização, ocupação e qualificação profissional. A proposta é ampliar as oportunidades para que os internos aproveitem o tempo de cumprimento da pena também pra estudar, adquirir conhecimento e desenvolver novas habilidades.

Na quarta-feira passada, 29 detentos concluíram cursos de graduação pela Unifacvest, em cerimônia no Complexo Penitenciário do Estado (Cope), em São Pedro de Alcântara. Entre as formações estão gestão comercial, logística, marketing e negócios imobiliários, além de outras áreas.

O ensino superior se soma às iniciativas de trabalho e capacitação profissional desenvolvidas no sistema prisional catarinense. Com 984 internos matriculados em cursos de graduação, a educação faz parte de uma rotina de ocupação e qualificação que busca preparar os presos para a reintegração à sociedade.

Os custos da graduação são pagos pelos próprios internos. Na maioria dos casos, as mensalidades são bancadas com recursos do trabalho feito dentro das unidades prisionais. Pela legislação, 50% da remuneração pelo trabalho pode ser usada pelo preso pra pequenas despesas pessoais durante o cumprimento da pena. Parte desse valor pode ser destinada ao pagamento da formação acadêmica.

Para a secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, o aumento no número de internos no ensino superior demonstra a procura por oportunidades de qualificação dentro do sistema. Ela destaca que a educação é uma das políticas públicas que contribuem pra ressocialização.

“Quando o interno busca uma graduação, ele está utilizando o tempo de cumprimento da pena para se qualificar e ampliar suas possibilidades para o futuro. O crescimento desse número mostra que existe interesse por parte dos internos e reforça a importância de manter e ampliar essas oportunidades dentro das unidades prisionais”, afirma.

João Batista; jornalista no DIARINHO, formado pela Faculdade Ielusc (Joinville), com atuação em midia impressa e jornalismo digital, focado em notícias locais e matérias especiais.