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A filiação do vereador de Florianópolis, Gilberto Pinheiro, o Gemada, ao Podemos levanta alguns bastidores que não devem ser desconsiderados. O primeiro: será que houve um acordo com o primeiro suplente do PL, Ingo Câmara? Ligado ao deputado federal de Minas Gerais, Nikolas Ferreira (PL), Câmara é o suplente mais jovem da história da capital a assumir um mandato. Isso ocorreu em maio do ano passado.

E aqui vai uma leitura importante: a guerra entre Nikolas e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro chegou a Santa Catarina. É possível que lideranças adeptas a Ferreira incentivem Ingo a pedir o mandato com base na infidelidade partidária de Gemada. Se o PL não pedir nos próximos 30 dias, o jovem suplente terá o direito, por lei, de fazê-lo, e isso seria visto como mais um movimento de fortalecimento do grupo pró-Nikolas aqui no estado.

Além disso, a saída de Gemada do PL causou algumas insatisfações em quem está no partido e até em um emedebista. Acontece que a irmã do vereador está nomeada no gabinete do deputado estadual Carlos Humberto Silva (PL), que não gostou da saída do vereador. Além do cargo, Silva teria destinado emenda a pedido de Gemada, que também estaria compromissado com o deputado federal Valdir Cobalchini (MDB), e a saída deixa uma incerteza, já que, filiado ao Podemos, em tese, terá que apoiar alguém do partido.

A troca de partido teve, segundo foi informado, o apoio do governador Jorginho Mello (PL). Foi uma forma de contribuir um pouco para o projeto do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, de eleger o seu ex-chefe de gabinete, Fábio Botelho, pré-candidato a deputado estadual.

A janela partidária para a troca de partido encerrou no dia 4 deste mês. Porém, vale lembrar que a janela deste ano não beneficiava vereadores, apenas deputados.