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Como num passe de mágica, o cacique Jorge Bornhausen interveio para rebatê-lo e, com duas frases, praticamente decretou a retirada de sua candidatura, alegando que João não consegue conter a própria impetuosidade. Ainda fez comparações grosseiras e autoritárias ao criticar o perfil do prefeito de Chapecó, contrapondo-o ao seu próprio, ao se autoqualificar como ponderado, como se apenas um perfil político fosse o adequado para disputar e vencer eleições.

Se fosse assim, poderíamos afirmar que seu filho, Paulinho Bornhausen (PSD), sumiu do mapa político-eleitoral por falta de coerência, uma vez que permanece encostado no governo Jorginho Mello, que certamente não é o melhor exemplo de ponderação.

Em coletiva de imprensa, o presidente estadual do PSD tratou o caso com correção, colocando cada um em seu lugar: ignorou a declaração de Jorge Bornhausen, que passou de cacique a palpiteiro; colocou em pauta a expulsão de Topázio Neto do partido, por não agregar absolutamente nada à sigla e ainda promover o caos; e recolocou João Rodrigues novamente na disputa.

Embora forças ocultas dentro do próprio PSD atuem para implodir o projeto do partido, a missão da sigla de construir uma alternativa para Santa Catarina e para o Brasil, em alinhamento com a pré-candidatura de Ratinho Júnior à Presidência da República, segue firme, ainda que os ventos contrários soprem com força.

O PSD tem lideranças sérias, experimentadas e com visão de futuro, o que torna a presença de Topázio insignificante e sua permanência inútil. O que Jorge Bornhausen fez, ao convocar uma coletiva de imprensa, foi anunciar uma crise que nunca existiu e, ao mesmo tempo, tocar o tambor para maluco dançar na Ilha da Magia.