Estimulada por uma discussão iniciada em Santa Catarina, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) vai contratar um estudo para atualizar a metodologia de cálculo do CUB (Custo Unitário Básico), índice que é referência para o setor.

Já são quase 20 anos sem revisão. “A construção civil mudou muito nesse período. Muitos insumos deixaram de ser utilizados, outros passaram a fazer parte das obras e a industrialização da construção evoluiu”, afirma o presidente do Sinduscon Grande Florianópolis, Carlos Leite. Segundo ele, o modelo atual já não representa com a “mesma precisão a realidade” do segmento. O CUB leva em conta questões como mão de obra, materiais e serviços. Acontece que existem materiais que praticamente deixaram de ser utilizados e diversas tecnologias atuais que ainda não entram na composição do índice.

Fundações especiais, sistemas industrializados, equipamentos modernos e vários processos construtivos não são devidamente considerados. “Hoje boa parte da produção acontece fora do canteiro de obras, em ambiente industrial, e isso ainda não é refletido no cálculo”, explica Leite.

A metodologia utilizada para a definição do índice do CUB é estabelecida por norma técnica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), depois referendada pelos órgãos competentes.