Colégio Salvatoriano Fátima, no Estreito, estimula o protagonismo juvenil e leva três equipes à fase final da Olimpíada Nacional em História do Brasil, representando um terço de Santa Catarina

Grandes aprendizados raramente nascem apenas ao estudar para uma prova escolar. Eles ganham vida quando mentes curiosas são incentivadas a discordar, ouvir, confrontar ideias e desenvolver atividades em equipe.

Transformar o ambiente educacional em um verdadeiro laboratório de pensamento crítico forma indivíduos que saibam argumentar com consistência e estejam preparados de forma mais completa para o mercado profissional.

Há quase uma década, uma pergunta acompanha os estudantes do Colégio Salvatoriano Fátima, no Estreito: o que mais é possível descobrir quando uma matéria deixa de caber apenas no livro didático?

A resposta aparece em experiências que levam os alunos a pesquisar, interpretar informações, levantar hipóteses e buscar soluções de forma coletiva.

Três equipes do Ensino Médio do Salvatoriano chegaram à final da 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), realizada em 2026 pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp. A escola conquistou três medalhas de Cristal.

A competição teve como tema “Mulheres cientistas, mulheres na ciência”. Mais de 65 mil equipes, formadas por cerca de 250 mil estudantes, participaram da competição em todo o país, mas apenas 353 avançaram à etapa final.

Em Santa Catarina, eram 1.285 equipes na primeira fase, das quais somente nove chegaram à última etapa. O Fátima, pelo quarto ano consecutivo, foi o único colégio da Grande Florianópolis na decisão e garantiu três dessas nove vagas, o equivalente a um terço da representação catarinense. Além disso, alcançou a maior pontuação do estado na fase classificatória.

“A Olimpíada me incentivou a desenvolver minha própria opinião e ponto de vista sobre os assuntos que estudava, em vez de apenas tomar como verdade o que determinada fonte me dizia”, afirma Beatriz de Quadros Schmitt, ex-aluna do colégio, que se formou no Ensino Médio em 2021.

Heloísa Jonck Hammes, ex-aluna que participou da competição em 2019, conta que, até participar da ONHB, seus estudos eram muito centrados no que estava nas apostilas.

“O processo me trouxe muita maturidade e a humildade de perceber que existiam pessoas com vivências diferentes e com um domínio muito mais aprofundado do que o meu, o que despertou em mim uma vontade genuína de aprender com elas”, relata.

Ela diz ainda que a experiência a libertou da ideia de ficar restrita a uma só área. “Hoje, quase concluindo a graduação em Ciência da Computação, levo isso para a prática: mesmo imersa na tecnologia, nunca fico apenas no código ou na técnica, mas busco sempre enxergar as diferentes perspectivas e manter esse olhar sensível às pessoas”, acrescenta.

Por trás de uma boa participação em uma olimpíada, há mais do que horas dedicadas ao estudo para uma prova. No Colégio Salvatoriano Fátima, essa preparação faz parte da Turma Olímpica, projeto coordenado pelo professor Weber Campos e desenvolvido há aproximadamente 10 anos.

A proposta é criar situações em que os estudantes possam sair do caminho mais óbvio e compreender que o conhecimento também se constrói a partir da curiosidade e da investigação.

“A ONHB exige dos estudantes muito mais do que conhecimento sobre História. Eles precisam pesquisar, analisar fontes, discutir, argumentar e tomar decisões em equipe. Chegar à final, entre milhares de equipes de todo o Brasil, mostra a dedicação desses jovens e também o quanto experiências como essa contribuem para uma formação mais crítica e participativa”, destaca.

Na prática, isso significa transformar o estudante em participante ativo do próprio aprendizado. Em vez de receber uma informação pronta, ele é incentivado a confrontar perspectivas, identificar evidências e sustentar suas conclusões.

O professor, por sua vez, atua como mediador desse processo, estimulando a troca de ideias e a construção coletiva do conhecimento. É uma dinâmica que ultrapassa os limites de uma disciplina específica e ajuda a formar uma postura diante do aprendizado.

Aprender para uma olimpíada pode até começar com uma questão de História, mas os conhecimentos mobilizados não ficam restritos a uma única disciplina.

Ao longo dessas experiências, os estudantes exercitam habilidades que aparecem em diferentes situações, como compreender um problema, organizar informações, estabelecer relações e encontrar caminhos para chegar a uma resposta.

Português, História, Geografia e outras áreas passam a dialogar neste contexto. Tal abordagem também contribui para o desenvolvimento de competências que acompanham os alunos em diferentes momentos da vida.

A autonomia ajuda a tomar decisões; a criatividade permite encontrar novas possibilidades; a argumentação dá suporte para defender ideias com clareza; e o pensamento crítico ajuda a avaliar informações antes de aceitá-las como verdadeiras.

“O que eu percebo é uma mudança que boletim nenhum mede. A Turma Olímpica tirou o meu filho do estudo decorado e o colocou para pesquisar, discutir com os colegas e defender o que pensa com a fonte na mão. Ele passou a ler mais, a questionar o que ouve e a se interessar de verdade pela história do Brasil”, afirma Iriana Custódia Koch, mãe do Gabriel Luis Koch Tonin, aluno do Colégio Salvatoriano.

Ela destaca que fora da escola isso aparece no dia a dia: mais autonomia para estudar sozinho, mais repertório para conversar sobre o país, mais responsabilidade com prazo e com o compromisso assumido com a equipe.

“A olimpíada ensina mais do que qualquer prova — trabalhar junto, dividir tarefa, lidar com acerto e com frustração. Como mãe, o que mais me marcou foi ver a confiança dele crescer”, completa.

Dessa maneira, a experiência escolar amplia o repertório intelectual e contribui também para a formação de pessoas mais preparadas para trazer contribuições à sociedade.

“Mais do que medalhas, o resultado simboliza a força de um trabalho coletivo que envolve a dedicação dos alunos, o incentivo dos professores e o apoio das famílias. Em meio a dezenas de milhares de equipes concorrentes, estar entre os premiados mostra que compromisso, seriedade e paixão pelo conhecimento podem transformar o aprendizado em conquistas concretas”, resume o diretor Altair Claro.

A trajetória dos estudantes nas olimpíadas é um dos exemplos de como diferentes experiências podem fazer parte da rotina escolar e ampliar as possibilidades de aprendizagem.

Para famílias que estão pesquisando opções para o próximo ano letivo, o Colégio Salvatoriano Fátima está com campanha de matrículas abertas para a Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Os interessados podem conhecer a proposta pedagógica, agendar uma visita e obter mais informações diretamente pelo site do colégio, disponível no site ou pelos canais oficiais de atendimento da instituição.

Escolher uma escola também passa por encontrar um ambiente que incentive a curiosidade, a construção do conhecimento e o desenvolvimento de competências que acompanham os estudantes muito além da sala de aula.

Para mais informações, acesse o site oficial do colégio e as redes sociais.