O Hospital Nossa Senhora da Conceição de Tubarão (HNSC) terá uma nova administração a partir do próximo mês. A Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC) anunciou a transferência da gestão da unidade para o Instituto Maria Schmitt de Desenvolvimento de Ensino, Assistência Social e Saúde do Cidadão (IMAS), que assume oficialmente no dia 1º de julho.

A mudança faz parte de um plano de reestruturação da ACSC, que está à frente do hospital desde 2015. O processo de transição deve ser concluído até 30 de junho, com reuniões sendo realizadas entre colaboradores dos diferentes setores do hospital e parceiros para esclarecer dúvidas e orientar a transferência. Segundo a associação, o atendimento à população não será interrompido durante esse período.

Em nota, a ACSC agradeceu aos colaboradores pelo trabalho realizado em prol da saúde da população de Tubarão e região, e desejou sucesso ao IMAS na nova gestão.

O Instituto Maria Schmitt é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos com atuação na gestão de serviços de saúde em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.

Fundado em 1904, o HNSC é uma instituição privada e filantrópica com 320 leitos, complexo oncológico, centro materno-infantil e atendimento em diferentes especialidades, servindo Tubarão e municípios do Sul catarinense.

O Instituto Maria Schmitt carrega no nome uma homenagem à mulher que inspirou sua fundação, e cuja trajetória tem uma ligação especial com o próprio Hospital Nossa Senhora da Conceição.

Natural de Grão-Pará, Maria Schmitt foi para Tubarão ainda jovem, com 17 ou 18 anos, para trabalhar na área da saúde. Fez um dos primeiros cursos de enfermagem da época, com especialização em obstetrícia, e passou a atuar no Hospital Nossa Senhora da Conceição, onde se tornou referência para as mulheres que iam dar à luz.

Sua dedicação ia além das paredes do hospital. Em uma época sem estradas, ela percorria cidades do interior de canoa para atender partos difíceis que as parteiras locais não se sentiam seguras para realizar. Quando as crianças nasciam em condições de vulnerabilidade, por subnutrição ou pela impossibilidade da família de criá-las, ela não as abandonava. Montou uma casa em Armazém, onde abrigou e cuidou de cerca de 30 crianças ao longo de sua vida.

Décadas depois, sua história continua viva nas memórias de quem a conheceu.