Os professores da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) devem iniciar greve a partir desta sexta-feira, dia 8, após uma reunião sem acordo realizada na manhã desta quarta-feira, dia 6. O encontro ocorreu no CEI Afasc Pequeno Polegar, no bairro Pio Corrêa, e reuniu representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (Steeresc), direção da Afasc e integrantes da prefeitura de Criciúma.

A Afasc é responsável por grande parte da educação infantil de Criciúma e atende atualmente cerca de 6 mil crianças em 40 Centros de Educação Infantil (CEIs) espalhados por diversos bairros da cidade. As unidades recebem alunos de 3 meses até 5 anos e 11 meses, em período integral e parcial, sendo referência no atendimento da primeira infância no município.

A paralisação atinge os Centros de Educação Infantil administrados pela Afasc, entidade contratada pelo município para prestar o serviço de educação infantil. O principal impasse envolve o pagamento do piso nacional do magistério, fixado pelo Governo Federal em R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais. Atualmente, segundo o sindicato, os professores recebem R$ 3.133,62 para a mesma carga horária.

“Não teve nada de positivo na reunião. As famílias precisam se conscientizar que a greve vai começar na sexta-feira”, afirmou José Argente, representante do sindicato. Segundo ele, a orientação é para que os pais não levem os filhos aos CEIs durante a paralisação.

A direção da Afasc chegou a solicitar mais sete dias de prazo para apresentar uma nova proposta nas negociações. O pedido, porém, não foi aceito pelo sindicato, que manteve o indicativo de greve.

“O sindicato entende que os professores da Afasc precisam receber o que está estipulado no piso nacional, que é um direito”, declarou Rodrigo Medeiros, advogado do Steeresc.

Já a Afasc sustenta que a discussão sobre o piso nacional não fazia parte do contrato de gestão firmado com o município. “Até hoje nunca foi debatido o piso nacional. Não faz sentido ter uma greve. Basta respeitar o que está previsto no contrato de gestão entre a prefeitura e a Afasc”, afirmou Alexandre João, assessor jurídico da entidade.

A mobilização dos professores está prevista para ocorrer em frente ao CEI Afasc Pequeno Polegar, no bairro Pio Corrêa, e também no CEI Professor Lapagesse, na área central de Criciúma.

Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira (06), a instituição afirma que mantém diálogo com sindicato, mas considera reivindicação inviável e busca solução para garantir atendimento nas creches.

A Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC) participou, nesta quarta-feira, 06, da reunião de negociação com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (SINTERESC), reafirmando sua disposição permanente ao diálogo e ao respeito aos profissionais que fazem parte da instituição. No entanto, a demanda apresentada pelo Sindicato mostra-se inviável, considerando o impacto financeiro à Associação.

A AFASC permanece aberta ao diálogo e seguirá buscando, junto aos órgãos competentes, caminhos para solucionar o impasse da melhor forma, garantindo que as famílias não fiquem sem atendimento nas creches e preservando a continuidade dos serviços prestados à comunidade criciumense.

As inscrições estão abertas e vão até o dia 21 de outubro.

As contas educacionais já foram geradas e organizadas para o acesso de forma rápida.

A Campanha segue até o dia 5 de junho e todas as pessoas dos grupos prioritários, que ainda não tomaram a vacina, têm até esta data limite para se imunizar.