A 'Economia do Mar', conceito que tem ganhado destaque no cenário econômico brasileiro, é definida como a medida da contribuição monetária das atividades que produzem bens e serviços relacionados ao mar para a economia nacional. Esta compreensão é baseada no Relatório Final do Grupo de Trabalho PIB do Mar, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em conjunto com a Coordenação de Contas Nacionais (CCN). Apesar de ainda não possuir uma definição inteiramente consolidada, a diretoria de Navegação corrobora que a Economia do Mar abrange o total de bens e serviços, em valores monetários, destinados ao consumo final e produzidos em setores econômicos associados diretamente ao ambiente marinho.
Essa vasta categoria engloba uma série de atividades econômicas, conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Entre os participantes potenciais da Economia do Mar, destacam-se a pesca, a aquicultura e a preservação do pescado, além da fabricação de produtos derivados. A construção e manutenção de embarcações, a produção de artefatos para pesca e esportes náuticos, o transporte marítimo de cargas e passageiros, e o setor de hotelaria e serviços similares também são componentes cruciais que demonstram a amplitude e a interconexão das atividades marítimas com a economia global.
Em Santa Catarina, estado com uma vasta e estratégica faixa litorânea, os dados recentes revelam a força do setor na geração de empregos. Nos últimos 12 meses, três setores se destacaram como os maiores contribuintes para o saldo de empregos na Economia do Mar: Depósitos de mercadorias para terceiros (exceto armazéns gerais e guarda-móveis), Serviços de engenharia e Hotéis. A relevância desses segmentos é inegável, pois, em conjunto, eles responderam por mais de 35% do total de novas vagas geradas na Economia do Mar em todo o território catarinense.
Este panorama evidencia a importância estratégica da Economia do Mar para o desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina. O expressivo número de empregos gerados nesses setores-chave ressalta o potencial do estado em alavancar ainda mais suas vocações marítimas, sejam elas na logística portuária, na infraestrutura de engenharia costeira ou no pujante setor turístico. A análise desses dados pode subsidiar a formulação de políticas públicas e incentivos para a expansão e qualificação dessas atividades, consolidando Santa Catarina como um polo relevante na Economia do Mar brasileira e fomentando novas oportunidades de investimento e crescimento sustentável na região.
