A influenciadora Potira Ribeiro foi alvo de uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina em sua residência em São Paulo, culminando em sua detenção na última semana. A ação foi desencadeada em decorrência de investigações sobre supostos crimes cometidos pela influenciadora contra membros do Poder Judiciário catarinense. Os fatos estão diretamente relacionados ao controverso "caso do cão Orelha", incidente que ganhou repercussão nacional após a morte do animal na Praia Brava, em Florianópolis, no início do ano.

De acordo com informações obtidas, a prisão de Potira Ribeiro ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. A medida, que inicialmente não previa a detenção, foi autorizada por um juiz de garantias e contou com o parecer favorável do Ministério Público de Santa Catarina. As acusações apontam para condutas da influenciadora que teriam atentado contra a integridade ou a atuação de integrantes da magistratura e do sistema de justiça do estado durante o processo de apuração dos fatos do caso Orelha.

A detenção da influenciadora ocorreu na Delegacia de Guarulhos, na Grande São Paulo, após a mesma ter reagido durante o cumprimento do mandado judicial. Contudo, após os procedimentos cabíveis, Potira Ribeiro foi liberada. Em vídeos divulgados em suas redes sociais, ela apresentou uma versão dos acontecimentos que diverge da narrativa oficial. A ativista acusou os policiais responsáveis pela operação de agressão física e verbal, relatando um cenário de truculência e desrespeito durante a abordagem. "Eu tinha acabado de sair do banho quando a campainha tocou. Eles gritavam que eram da polícia. Fiquei apavorada", afirmou, alegando que não houve resistência de sua parte.

Até o momento, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina não forneceu detalhes sobre a natureza exata dos crimes supostamente cometidos por Potira Ribeiro, nem quais membros específicos do Judiciário teriam sido alvo de suas ações. Da mesma forma, não houve manifestação pública por parte do tribunal ou das autoridades policiais catarinenses sobre as graves acusações de agressão feitas pela influenciadora. O caso continua a gerar repercussão, levantando questões sobre os limites da atuação de ativistas em processos judiciais e a conduta das forças de segurança envolvidas em operações desse tipo.