Porto, construção naval, defesa e tecnologia deverão convergir em Itajaí em fevereiro de 2027, quando a cidade receber uma etapa do simpósio Horizontes da Economia Azul, da Marinha do Brasil. A escolha ganha peso porque o município já está diretamente ligado à indústria naval de Defesa e, durante as tratativas para o evento, também entrou em discussão a possibilidade de um segundo lote das Fragatas Classe Tamandaré — tema que ainda não representa decisão de contratação.
Itajaí será uma das poucas cidades brasileiras fora das capitais a receber uma etapa do simpósio promovido pela Marinha do Brasil. A previsão é que o encontro ocorra em fevereiro de 2027, reunindo representantes da Marinha, do poder público, empresas, instituições de ensino e outros setores ligados às atividades marítimas.
A organização começou em setembro de 2026, durante visita do vice-almirante José Achilles Abreu Jorge Teixeira, comandante do 5º Distrito Naval, ao município. A programação ainda não está fechada, mas os temas apresentados incluem Economia Azul, segurança marítima, defesa, construção naval, minerais críticos, Programa Antártico Brasileiro e Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul.
O objetivo do ciclo é discutir atividades que dependem do mar e os desafios específicos de cada região. No caso de Itajaí, isso aproxima o debate nacional de um dos principais polos portuários e industriais de Santa Catarina.
Economia Azul é um conceito que reúne atividades econômicas ligadas ao mar e aos recursos marítimos, desde logística portuária, pesca e construção naval até energia, pesquisa, tecnologia e serviços. No campo da Defesa, esse debate também envolve proteção de rotas, monitoramento marítimo, infraestrutura portuária e capacidade industrial para sustentar meios navais.
A realização do simpósio em Itajaí ganha relevância adicional pela presença da indústria naval de Defesa na região. Durante a reunião preparatória, também foi discutida a possibilidade de construção de um segundo lote das Fragatas Classe Tamandaré em Itajaí e a necessidade de articulação política em torno do tema.
A menção ao segundo lote deve ser interpretada com cautela. O material divulgado registra que o assunto foi discutido, mas não apresenta contrato, autorização orçamentária, cronograma ou decisão formal de aquisição. Portanto, trata-se de uma possibilidade em debate, e não de uma contratação confirmada.
Mesmo sem decisão sobre novas fragatas, a associação entre Itajaí e construção naval já coloca o município em posição relevante para discussões sobre continuidade de capacidades industriais, geração de empregos especializados e manutenção de competências ligadas à defesa marítima.
Está confirmado que Itajaí foi escolhida para receber uma etapa do Horizontes da Economia Azul em fevereiro de 2027 e que construção naval, defesa marítima, minerais críticos, PROANTAR e SisGAAz estão entre os assuntos previstos para discussão. A programação completa, porém, ainda será definida, e não há confirmação de novo contrato para um segundo lote das Fragatas Classe Tamandaré.
A agenda prevista para o simpósio mostra que a discussão sobre Economia Azul em Itajaí não ficará restrita à atividade portuária. O SisGAAz, o PROANTAR e os minerais críticos inserem o encontro em uma agenda de soberania, ciência, tecnologia e segurança marítima.
O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul é associado ao monitoramento e à consciência situacional marítima, enquanto o Programa Antártico Brasileiro conecta pesquisa científica, presença nacional e interesse estratégico no Atlântico Sul. Já os minerais críticos aparecem como tema cada vez mais relevante para cadeias industriais, energia e tecnologias avançadas.
Ao reunir esses assuntos em um mesmo evento, Itajaí passa a sediar um debate que conecta atividade econômica, capacidade industrial e poder naval. Essa combinação é especialmente relevante para uma cidade cuja economia mantém forte vínculo com porto, logística e construção naval.
A próxima etapa será a definição da programação completa do simpósio de fevereiro de 2027, incluindo participantes, painéis e temas detalhados. Também será importante acompanhar se a discussão sobre um possível segundo lote das Fragatas Classe Tamandaré avançará para medidas formais ou permanecerá no campo da articulação institucional e política.


