Apenas um município catarinense ultrapassou a meta de vacinação contra a gripe entre os grupos prioritários. São Miguel da Boa Vista, no extremo-oeste, é a única cidade a superar 93% da população-alvo imunizada. Em contrapartida, 137 municípios registram cobertura vacinal inferior a 40%.
Itajaí, que aparece entre as cidades com maior número de mortes por doenças respiratórias em Santa Catarina, soma 12 óbitos até 9 de maio de 2026 e tem cerca de 30% de cobertura vacinal contra a gripe, segundo dados do Ministério da Saúde.
Outra preocupação da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) é o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças. Até o dia 21 de maio, Santa Catarina registrou 1831 casos da doença em crianças de zero a nove anos em 2026. Desses, 352 precisaram de internação em UTI e 16 morreram.
Os índices preocupam a Secretaria de Estado da Saúde (SES) devido à proximidade do fim da campanha de vacinação, marcado para o próximo. Apesar do cenário, o governo do estado afirma que Santa Catarina segue acima da média nacional de cobertura vacinal, atualmente em 35%.
“Reforçamos o pedido para que os municípios façam a busca ativa do público prioritário. Mesmo com o encerramento da campanha, é fundamental que a população continue procurando a vacina. Seguimos mobilizados para que os índices cresçam em todo o estado”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
Com a chegada das temperaturas mais baixas e o aumento da circulação de vírus respiratórios, a SES reforça a importância de que o público-alvo procure as unidades de saúde para se vacinar.
A secretaria lembra que a vacina contra a influenza é gratuita e está disponível em todo o estado. Nesta semana, Santa Catarina receberá mais 328 mil doses, que serão distribuídas às regionais de saúde. Com o novo lote, o estado ultrapassará a marca de dois milhões de vacinas recebidas.
“Estamos entrando na fase final da campanha de vacinação contra a influenza e, infelizmente, as coberturas estão muito baixas. Temos observado aumento dos casos, além de hospitalizações e mortes de crianças e idosos. A vacina é fundamental para reduzir os casos graves”, destacou o diretor da Dive, João Augusto Fuck.
Atualmente, menos de 40% da população prioritária foi vacinada em Santa Catarina. O grupo inclui idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e crianças de seis meses a menores de seis anos. Entre os idosos, a cobertura vacinal passa de 41%, enquanto entre as crianças não chega a 25%. Em 2026, Santa Catarina já contabiliza 600 hospitalizações por influenza, sendo 125 internações em UTI e 50 mortes.
A vacinação faz parte do plano estadual de enfrentamento às doenças respiratórias durante o inverno. Além da imunização, a SES orienta a população a manter medidas preventivas, como higienizar as mãos com frequência, adotar etiqueta respiratória e evitar contato próximo em caso de sintomas gripais.
Fran Marcon; formada em Jornalismo pela Univali com MBA em Gestão Editorial. Escreve sobre assuntos de Geral, Polícia, Política e é responsável pelas entrevistas do "Diz aí!"
