Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o vereador de Balneário Camboriú (SC) Jair Renan (PL) pode perder a cadeira na Comissão de Segurança Pública — uma das principais bandeiras políticas do bolsonarismo — por faltas não justificadas. O presidente do colegiado, vereador Eduardo Zanatta (PT), pediu à Câmara Municipal que destitua o colega com base no regimento interno.

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Jair Renan é um dos três membros da comissão desde que assumiu o mandato, em 2025. Segundo Zanatta, que enviou ofício à Presidência da Casa em 16 de junho, o filho do ex-presidente compareceu às três primeiras sessões do colegiado e, depois, faltou sem justificar às nove reuniões seguintes, no período entre janeiro e junho deste ano. A Presidência analisa o pedido junto à Procuradoria Jurídica.

O caso foi revelado pela Folha de S. Paulo e repercutiu nas redes sociais de Zanatta, que, assim como Jair Renan, é pré-candidato a deputado federal pelo estado de Santa Catarina nas eleições de 2026.

No ofício, o petista destacou que o regimento interno prevê que "os membros das Comissões Legislativas Permanentes serão destituídos caso não compareçam, sem prévia e escrita justificativa, a três reuniões consecutivas ou cinco reuniões alternadas da comissão".

A Comissão de Segurança Pública é a única das 13 existentes na Câmara Municipal de que Jair Renan faz parte. Caso perca a cadeira, o filho do ex-presidente deverá ser substituído por algum vereador correligionário, por indicação do PL.

Jair Renan ainda não se manifestou sobre o pedido de destituição. O GLOBO tenta contato com a equipe dele.