Nos últimos dias, movimentações internas do PSD indicavam a possibilidade de Rodrigues recuar da disputa. No entanto, a confirmação da pré-candidatura veio acompanhada de uma condição estabelecida pelo prefeito de Chapecó. O presidente estadual do partido, Eron Giordani, anunciou o início do processo de expulsão do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, da sigla.
A medida ocorre após Topázio declarar apoio político ao atual governador do estado, Jorginho Mello (PL), mesmo sendo filiado ao PSD, partido que trabalha para lançar candidatura própria ao governo catarinense.
Na quinta-feira (12), o cenário político envolvendo Rodrigues já vinha passando por reconfigurações. Um dos episódios que chamou atenção foi o encontro entre o prefeito de Chapecó e o governador, realizado na Casa d’Agronômica, residência oficial do governo estadual em Florianópolis, na quarta-feira (11).
De acordo com informações de bastidores, os dois conversaram sobre o cenário eleitoral para 2026 e também sobre a possibilidade de uma eventual disputa ao Senado. Publicamente, Rodrigues negou que estivesse tratando de uma candidatura à Câmara Alta com o governador.
Nos bastidores políticos, aliados avaliavam que o futuro político do prefeito de Chapecó também poderia depender da posição do ex-governador Jorge Bornhausen, considerado uma das principais lideranças do PSD em Santa Catarina.
O clima dentro do partido se agravou após divergências envolvendo Bornhausen e o prefeito da capital. Em conversas internas, Topázio Neto declarou apoio ao projeto político de reeleição de Jorginho Mello, o que gerou forte desgaste dentro da legenda, que vinha articulando uma candidatura própria ao governo estadual.
Com a confirmação da pré-candidatura de João Rodrigues e o início do processo disciplinar contra Topázio, o PSD entra em uma nova fase de reorganização política visando as eleições estaduais de 2026. O movimento pode redefinir alianças e ampliar a disputa pelo comando do governo catarinense nos próximos anos.
