A conversa, conduzida por Miguel Herdy, destacou o papel da disciplina, da constância e do apoio familiar no processo de aprendizagem.

Natural de Jaguaruna, Andreia iniciou sua formação acadêmica na área de Economia, pela FURB, em Blumenau. No entanto, ao longo da graduação, percebeu que sua vocação estava ligada ao contato direto com pessoas.

A mudança de rumo a levou à formação em pedagogia, psicopedagogia e gestão escolar. Com mais de 20 anos de atuação na área educacional, ela passou por diferentes níveis de ensino, desde a educação infantil até o ensino técnico.

A experiência acumulada despertou um olhar mais atento às dificuldades enfrentadas por alunos e famílias.

A decisão de empreender na área educacional surgiu após vivências profissionais e pessoais. Durante um período em Maringá (PR), Andreia teve contato direto com o método Kumon, que já era consolidado na região.

Segundo ela, alunos que frequentavam o Kumon apresentavam características diferenciadas, como maior concentração, autonomia e desempenho escolar.

A partir dessa percepção, decidiu trazer o método para Tubarão há cerca de sete anos, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento educacional na região.

Criado no Japão há mais de 70 anos pelo professor Toru Kumon, o método tem como base o estudo individualizado e o avanço gradual do aluno.

A proposta é que cada estudante evolua no seu próprio ritmo, com foco no desenvolvimento da autonomia.

Segundo Andréia, o objetivo não é apenas melhorar notas, mas formar estudantes independentes.

Durante a entrevista, um dos pontos destacados foi a diferença entre o Kumon e aulas de reforço.

Enquanto o reforço escolar busca atender demandas imediatas, como provas e conteúdos específicos, o Kumon trabalha a base do conhecimento.

“Se o aluno não domina fundamentos como leitura ou operações básicas, ele terá dificuldades nos conteúdos seguintes”, explicou.

O método atua justamente nesse ponto, fortalecendo a base para que o aluno avance com segurança.

O Kumon atende alunos de diferentes idades, a partir dos três anos na unidade de Tubarão.

Há ainda a possibilidade de ensino de japonês em outras unidades.

O método pode ser aplicado tanto para alunos com dificuldades quanto para aqueles com alto desempenho, que buscam avançar além do conteúdo escolar.

De acordo com a pedagoga, os resultados vão além do desempenho acadêmico.

Casos relatados durante a entrevista mostram mudanças significativas no comportamento e no interesse pelos estudos.

Em alguns exemplos, alunos passaram a ajudar colegas em sala e demonstraram evolução expressiva em curto período.

Outro ponto reforçado é o papel dos pais no processo educacional.

Segundo Andreia, o incentivo familiar é determinante para o sucesso do aluno no método.

“A criança precisa de motivação e acompanhamento. A educação começa em casa”, destacou.