A divulgação de uma lista que categoriza empresas de São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste catarinense, com base em seus supostos posicionamentos políticos gerou forte repercussão na região. A iniciativa, que associa estabelecimentos a "empresários e profissionais de esquerda" e sugere o boicote a alguns deles, ganhou notoriedade após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.
Em resposta à circulação da lista, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a Associação Empresarial de São Miguel do Oeste (ACISMO) emitiram notas públicas contundentes. As entidades defenderam o respeito à diversidade de opiniões políticas e condenaram a exposição de comércios e profissionais em virtude de suas convicções ideológicas. A posição das associações visa frear a polarização que se manifesta no setor produtivo local.
Relatos de profissionais e empresários indicam que a divulgação da lista já teria causado transtornos e afetado a dinâmica comercial em São Miguel do Oeste. A prática de associar estabelecimentos a espectros políticos e incentivar o boicote é vista como prejudicial ao ambiente de negócios e à harmonia social. As entidades reforçam que o mercado deve ser pautado pela qualidade dos produtos e serviços, e não por preferências políticas.
A polêmica evidencia o acirramento do debate político em Santa Catarina e o impacto que a polarização eleitoral pode ter sobre a economia local. As associações empresariais apelam para que as divergências políticas não se traduzam em práticas discriminatórias no ambiente de trabalho e de consumo, buscando resgatar um clima de maior tolerância e cooperação entre os diversos atores econômicos da região.


