O Ministério Público de Santa Catarina – MPSC lançou nesta segunda-feira (30) o ‘Mapa do Feminicídio’, que cruza e organiza dados oficiais, reunindo análises que ajudam a dimensionar como a violência letal contra mulheres se manifesta no Estado, a partir da identificação de padrões, fatores de risco e impactos sociais associados aos crimes.

Para falar sobre o assunto, a procuradora-Geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, e os promotores Simão Baran Júnior, coordenador do Escritório de Ciências de Dados do MP e Chimelly Marcon, coordenadora do NEAVIT, participaram do ‘Coletiva ACAERT’, realizado no estúdio da entidade, na capital. O programa, que teve a condução do jornalista Kadu Reis, da Rede de Notícias ACAERT – RNA, contou com a participação ao vivo de jornalistas das emissoras associadas. Ao todo, 134 emissoras participaram da transmissão.

Mais cedo, o MPSC promoveu o lançamento do ‘Mapa do Feminicídio’ no auditório da instituição, com as presenças da vice-governadora Marilisa Boehm e de representantes da Assembleia Legislativa de Santa Catarina – Alesc, Tribunal de Justiça de Santa Catarina – TJSC, Tribunal de Contas do Estado – TCE/SC, OAB/SC, entre outros órgãos.

Alguns dos indicativos mais relevantes do levantamento, que apontam que o feminicídio em Santa Catarina mantém forte vínculo com relações afetivas, mesmo quando os relacionamentos já haviam sido encerrados: 71% dos casos são classificados como feminicídios íntimos, cometidos por companheiros ou ex‑companheiros.