Alguns Núcleos de Educação Infantil (NEIs) de Balneário Camboriú estão registrando casos da Síndrome Mão-pé-boca, uma infecção viral altamente contagiosa que pode causar febre alta, diarreia, aftas dolorosas na boca e erupções nas palmas das mãos e dos pés. A informação foi confirmada durante entrevista ao programa Bote a Boca no Trombone, da Rádio Menina, após denúncias de falta de materiais de higiene.
Professoras de algumas unidades escolares relataram falta de materiais pedagógicos e também de itens básicos de higiene. As reclamações foram feitas ao longo da semana e não se restringiram a apenas uma escola. A secretária de Educação, Zélia Zanella, durante a entrevista nesta sexta-feira, 26, explicou que esteve no NEI Rio das Ostras, onde uma das reclamações foi registrada, e afirmou que a situação estaria relacionada ao aumento no consumo dos materiais devido aos casos da doença.
Segundo ela, como um dos sintomas da síndrome é a diarreia, itens como papel higiênico passaram a ser utilizados em maior quantidade, o que teria provocado o término antes do prazo previsto.
“Então o material, ele tende a se gastar mais do que aquela quantidade que nós temos, que estava programada. Então eu fui lá, conversei com as professoras, prontamente já enviamos o material que elas estavam solicitando”.
A secretária explicou ainda que a distribuidora terceirizada responsável pelo fornecimento dos materiais realiza as entregas no final de cada mês. Segundo ela, os itens são enviados conforme a solicitação de cada unidade escolar, baseada na quantidade de alunos e servidores.
“Me parece que foi solicitado pela diretora da unidade e a diretora da unidade já tinha comunicado ao departamento que estava em processo de enviar antes mesmo daquele processo que nós temos todo final de mês de entregar material nas unidades. Então, estava em processo de entrega”, declarou.
Quanto aos materiais pedagógicos que também estariam em falta, Zélia Zanella afirmou que os pedidos dependem de processos licitatórios, o que acaba tornando a reposição mais demorada. “Está em processo de licitação, os materiais vão chegar, mas é a morosidade da vida pública”.
Outra reclamação feita por profissionais da educação diz respeito a um novo comunicado sobre a distribuição de pão de queijo nos NEIs.
Segundo a denúncia, a quantidade de alimento destinada às turmas do Berçário II e Maternal II teria sido reduzida, com a orientação de que uma unidade pudesse ser servida em duas vezes. Já para o Jardim I e Jardim II, seriam disponibilizadas duas unidades por criança.
Anteriormente, eram servidas duas unidades para as crianças do Berçário II ao Maternal II.
A secretária Zélia Zanella afirmou que a decisão segue critérios nutricionais e faz parte de uma alimentação balanceada oferecida às crianças. “Quando nós temos uma quantidade balanceada de pão de queijo, ele vem junto com o leite, que é a proteína, e é servido frutas. Então, alimentação básica é balanceada e é a quantidade para todos”.
Segundo a secretária, uma equipe de nutricionistas acompanha a alimentação oferecida nas unidades escolares.
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