Lançado o edital para construção do lote 4 da Viamar, a maior obra rodoviária da história de Santa Catarina, o Governo do Estado avança com o planejamento para realização de Parceria Público-Privada (PPP) para a nova rodovia. A elaboração da proposta conta com participação da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) e outros órgãos do Governo do Estado.

“Os projetos dos outros lotes vão terminar em breve e nós já estamos conversando a respeito da concessão da rodovia, a formatação que vai ser tomada. E, conforme determinou o governador Jorginho Mello, nós podemos utilizar o recurso aplicado no lote 4 para compensação no valor do futuro pedágio”, destacou o secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando.

O objetivo é incluir todos os 145 quilômetros da Viamar em um único pacote de PPP. Assim, a empresa que assumir será responsável pela continuidade da construção da rodovia, bem como pela sua operação logo após a conclusão dos serviços.

Para acelerar a entrega, o Governo do Estado decidiu iniciar parte da obra com recursos próprios. “Nós estamos com os projetos praticamente prontos nos outros lotes. No lote 4 a gente decidiu por fazer uma contratação integrada para que a gente possa, no detalhamento do projeto executivo, discutir a melhor técnica. Essa não é uma obra comum. É a maior obra contratada pelo Governo de Santa Catarina na história”, acrescenta o secretário Ricardo Grando.

Ao todo, a Viamar terá 145 quilômetros, ligando o Contorno Viário da Grande Florianópolis, em Biguaçu, a Joinville. A nova rodovia contará com três pistas em cada sentido, velocidade máxima de 120 km/h e padrão de serviço classe 0 – o que garante baixo número de interseções e acessos, priorizando o tráfego expresso. O investimento total deve superar R$ 8 bilhões.

O trecho inicial, correspondente ao lote 4, tem 24,6 quilômetros de extensão entre a SC-486, em Itajaí, e a SC-414, entre Luiz Alves e Navegantes. O investimento previsto, conforme a SIE, soma aproximadamente R$ 2,2 bilhões. Projetados de forma independente, os lotes da Viamar têm funcionalidade própria. Ou seja, podem ser liberados ao tráfego assim que forem concluídos.