Uma operação conjunta das Polícias Civis de Santa Catarina e de São Paulo resultou na prisão de dois suspeitos de aplicar o conhecido “golpe do falso advogado”. A ação, que faz parte de uma investigação da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC) de Santa Catarina, com suporte da 2ª Delegacia de Capturas do DOPE e da Delegacia de Polícia Central de Ferraz de Vasconcelos em São Paulo, cumpriu dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Ferraz de Vasconcelos.

A investigação foi deflagrada em agosto de 2025, após o registro de uma ocorrência em Florianópolis, capital catarinense. Na ocasião, um morador da cidade foi enganado pelo esquema, sofrendo um prejuízo significativo que totalizou aproximadamente R$ 110 mil. O golpe consiste em persuadir vítimas, geralmente idosas, a realizar pagamentos sob o pretexto de resolver questões jurídicas urgentes ou liberar valores em processos inexistentes, utilizando-se da falsa representação de um advogado.

No decorrer das diligências investigativas, a Polícia Civil conseguiu identificar e qualificar dois indivíduos como os principais responsáveis pela elaboração e execução da fraude. Os suspeitos foram localizados em diferentes localidades: um deles na capital paulista e o outro no município de Ferraz de Vasconcelos. A coordenação entre as forças policiais dos dois estados foi crucial para o sucesso da operação, permitindo que as prisões e as buscas fossem realizadas de forma estratégica e eficiente.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes policiais apreenderam uma vasta quantidade de material probatório relacionado aos crimes. Entre os itens recolhidos estavam 14 telefones celulares, 28 chips de operadoras, dois notebooks e um tablet. Em uma das residências, um dos investigados tentou, sem sucesso, ocultar cinco aparelhos celulares e diversos chips no quintal do imóvel no momento da chegada dos agentes. Em outro endereço, foram encontrados documentos em nome de terceiros, que eram utilizados para a abertura de contas bancárias com o objetivo de movimentar os valores ilicitamente obtidos. Os detidos deverão responder pelos crimes de fraude eletrônica e associação criminosa, e as investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso.