A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) pode estar prestes a quebrar um longo silêncio histórico. Marcelo Werner, vereador licenciado em Itajaí e pré-candidato a deputado estadual pelo partido Republicanos, lança um olhar crítico sobre a composição do parlamento catarinense, apontando a notável ausência de pessoas com deficiência exercendo mandatos.
Werner, que é uma pessoa com deficiência, traz à tona uma questão fundamental para a democracia: a representatividade. Ele questiona os quase dois séculos de história da Alesc sem um registro amplamente conhecido de um parlamentar com deficiência. Essa realidade, segundo ele, levanta sérias dúvidas sobre os avanços em termos de inclusão e acessibilidade nas estruturas de poder do estado.
A pré-candidatura de Werner não é apenas um movimento eleitoral, mas um convite à reflexão sobre como a política em Santa Catarina tem, ou não, acolhido e representado a diversidade de sua população. A falta de representatividade pode impactar diretamente as políticas públicas, que, sem a vivência e perspectiva de grupos minorizados, correm o risco de serem menos eficazes e inclusivas.
O debate proposto por Marcelo Werner é um chamado à ação para que Santa Catarina examine seus próprios mecanismos de inclusão e garanta que a democracia seja verdadeiramente representativa. A sua iniciativa busca abrir portas para que a Alesc reflita sobre como pode se tornar um espaço mais acessível e plural, espelhando a sociedade catarinense em sua totalidade.