Em carta aberta, Topázio Silveira Neto anuncia desfiliação e aponta divergências sobre eleições e rumos do partido em Santa Catarina
O prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto, anunciou nesta quinta-feira (19) sua desfiliação do Partido Social Democrático. A decisão foi comunicada por meio de uma carta aberta enviada à executiva estadual da sigla em Santa Catarina, na qual o chefe do Executivo municipal expõe críticas à condução interna do partido e divergências políticas.
No documento, Topázio afirma que vinha sofrendo pressão para deixar a legenda após se posicionar contra uma possível candidatura do PSD ao governo do Estado. Ele também menciona episódios de intimidação e classifica a situação como uma retaliação por suas opiniões. Na carta, o prefeito relata que a direção estadual do partido, em conjunto com o prefeito de Chapecó, teria articulado sua expulsão. Sem citar diretamente nomes no título do documento, ele critica a forma de fazer política baseada em imposições e afirma não aceitar o silêncio diante das divergências.
Topázio também questiona o projeto político apresentado pela sigla para o Estado, afirmando não enxergar clareza nas propostas e criticando o que classificou como decisões “desconexas e inconsequentes”.
Entre os principais pontos da ruptura está o posicionamento do prefeito em defesa da reeleição do governador Jorginho Mello. Segundo ele, o atual governo apresenta resultados positivos e ampla aprovação popular, sendo, na sua avaliação, o melhor caminho para Santa Catarina.
O prefeito também destacou que essa posição já havia sido comunicada anteriormente a lideranças nacionais do partido, como Gilberto Kassab e Júlio Garcia.
Outro fator citado na decisão foi o possível posicionamento do PSD nas eleições presidenciais. Topázio indicou discordância com a tendência do partido de não apoiar uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro, defendendo a união de forças da direita em torno de um nome competitivo.
O prefeito afirmou que sua saída também busca evitar conflitos internos e preservar a harmonia entre os integrantes da sigla.
Ao final da carta, Topázio formaliza o pedido de desligamento imediato do partido e reforça que sua trajetória política é pautada pelo diálogo, respeito e construção de consensos.
A decisão deve repercutir no cenário político catarinense, especialmente no contexto das articulações para as eleições de 2026.
