Obra será lançada na próxima quarta-feira, dia 23, às 19h, na Furb, em Blumenau

A professora Fabiana Schmitt Corrêa, do Departamento de Ciências Exatas e Educação (CEE) do campus Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), lança na próxima quarta-feira, dia 23, o livro “Quando a Libras encontra o território: memória, protagonismo e educação bilíngue”. O lançamento será durante o II Encontro Comemorativo ao Dia Nacional de Surdo, no Auditório do Bloco T, no Campus I da Universidade Regional de Blumenau (Furb), a partir das 19h.

O livro aborda temas como identidade surda, cultura surda, língua de sinais, educação de surdos, relações familiares, experiências escolares e profissionais e os diferentes caminhos percorridos pelas pessoas surdas em uma sociedade majoritariamente ouvinte. “Mais do que contar histórias individuais, a obra busca registrar uma memória coletiva e dar visibilidade às diferentes formas de viver, sentir e construir pertencimento dentro da comunidade surda”, detalha a professora.

A construção do livro contou com pesquisa, entrevistas e muitas horas de diálogo. “O processo foi longo e muito significativo para mim. As entrevistas foram realizadas em Libras, com o apoio de intérpretes, e posteriormente organizadas e analisadas por meio de uma abordagem temática. Ao mesmo tempo em que desenvolvia essa pesquisa, fui percebendo que minha própria história também fazia parte disso. Foi um processo de escrever, recordar, ouvir, refletir e, principalmente, compreender que cada história individual também pode contribuir para preservar a memória de uma comunidade”.

O livro foi publicado pela editora LF Editorial e já está disponível na Amazon. A autora pretende em breve fazer a doação de alguns exemplares para a Biblioteca da UFSC Blumenau. “Para mim, é muito importante que o livro esteja disponível também dentro da universidade, especialmente por sua relação com temas como Libras, educação de surdos, cultura surda, identidade e inclusão. Espero que a obra possa ser acessada por estudantes, professores, pesquisadores e pela comunidade em geral, contribuindo para ampliar o conhecimento e a valorização da história e da cultura surda”, finaliza Fabiana.