Propriedade de criação comercial de perus é interditada e governo reforça segurança no consumo de produtos inspecionados
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o registro de um foco da doença de Newcastle em uma granja de avicultura comercial de corte de perus localizada no município de Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. O diagnóstico foi ratificado no domingo (18/Out) após análises laboratoriais especializadas. Imediatamente após a constatação, o Serviço Veterinário Oficial do estado interditou o estabelecimento produtor e determinou a suspensão do trânsito de animais na propriedade. O Mapa indica que iniciou a execução dos protocolos de contenção, isolamento e eliminação do foco conforme as normas do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.
A enfermidade, provocada por variantes patogênicas do paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), atinge espécimes domésticos e silvestres sob critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A suspeita clínica levantada pelas equipes de defesa agropecuária catarinenses foi confirmada tecnicamente pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), unidade certificada como referência internacional pela OMSA. Em consonância com as obrigações multilaterais de transparência, as autoridades federais notificaram formalmente os organismos internacionais e as delegações comerciais parceiras do Brasil sobre a situação sanitária detectada no Sul do país.
Apesar do bloqueio sanitário na granja atingida, o ministério frisou que não há risco ao consumidor na ingestão de derivados avícolas devidamente fiscalizados. “O Mapa ressalta que, apesar da necessidade de adoção de medidas sanitárias para controlar a ocorrência, o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações”, destacou a pasta em comunicado oficial.
No âmbito econômico, o secretário-substituto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Rafael Requião, informou que, até o momento, não houve formalização de barreiras comerciais contra as remessas brasileiras para o exterior. “Ainda não temos nada objetivo a informar [sobre suspensão de exportações]”, disse o secretário-substituto.



