A reunião da executiva marcada pelo PSD, que poderia expulsar o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, da sigla, foi adiada. O encontro seria nesta segunda-feira (16) e, agora, está agendado para quarta-feira (18).

A decisão foi comunicada no Programa Adelor Lessa e inicia mais um capítulo da novela sobre a candidatura (ou não) de João Rodrigues ao Governo de Santa Catarina.

A expulsão de Topázio do partido pode, inclusive, não acontecer. Isso ocorre já que o ex-senador Jorge Bornhausen, um dos nomes mais influentes dentro do PSD em SC, solicitou a retirada da pauta na reunião de quarta. "Ele fez tudo de acordo com o presidente Kassab. Então, não adianta querer expulsá-lo, porque ele está com a razão", afirma Bornhausen.

Na última sexta-feira (13), o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, realizou um pronunciamento ao lado de Eron Giordani, onde comunicou que não disputaria a eleição pelo PSD, com a manutenção de Topázio Neto.

Para o advogado Pierre Vanderlinde, na mesa redonda do Programa Adelor Lessa, Rodrigues estava apenas esperando um "motivo" para sair de cena. "A primeira leitura que eu fiz da situação foi que o João Rodrigues, diante até da última pesquisa que mostrou ele bem abaixo do esperado, da expectativa, ele teria arranjado um bode expiatório para desistir da candidatura", avalia.

A discussão com o prefeito de Florianópolis se deu pois, mesmo sendo filiado ao PSD, Topázio é apoiador declarado do candidato à reeleição, Jorginho Mello, do PL. "Não é novidade para ninguém que ele vem apoiando a reeleição do Jorginho há muito tempo", acrescenta Vanderlinde.