Empossado há pouco mais de um mês, o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Amir de Almeida Júnior, está conduzindo um amplo levantamento dos contratos vigentes e implementando uma reforma administrativa que foi recentemente aprovada pelo Conselho Universitário. As mudanças visam fortalecer funções estratégicas da instituição, com ênfase no planejamento, na execução e na análise orçamentária, além de promover maior transparência nos gastos.
A reforma administrativa contempla a reestruturação da infraestrutura da universidade para elevar o status de algumas secretarias. A Secretaria Ambiental, por exemplo, passa a ter um escopo ampliado, não apenas focado em reciclagem e espécies vivas, mas também em ações de enfrentamento às mudanças climáticas e no fortalecimento de relacionamentos externos. Adicionalmente, a Secretaria de Inovação, antes uma coordenadoria ligada à pesquisa, agora ganha status de secretaria, com uma atuação mais transversal e acumulando a responsabilidade pelo relacionamento externo, o que promete garantir uma gestão mais eficiente.
Em relação ao orçamento, o reitor assegura que a instituição terá condições de operar até o final de 2026, mesmo diante de possíveis contingenciamentos e modificações impostas pelo governo federal. A estratégia atual envolve a melhoria contínua de todos os contratos e o aprimoramento da eficiência na gestão dos recursos disponíveis. Almeida Júnior ressalta que, embora o orçamento seja formatado e definido pela legislação federal, a universidade tem a responsabilidade de executá-lo com a máxima eficiência e segurança, trabalhando também com a gestão do teto de receitas próprias.
O reitor tem mantido diálogo com o Ministério da Educação e a Andifes (órgão que reúne os reitores das universidades federais) para discutir questões orçamentárias e de gestão. Ele defende que a universidade deve ser um espaço de pluralidade e debate aberto, livre de ideologias, onde a liberdade de expressão, pautada pelo respeito e pelo saber ouvir e falar, prevaleça. "A universidade tem que ser plural, não pode ser ideológica. O que defendemos na universidade é exatamente isso: a liberdade de expressão", afirmou, enfatizando a importância de discussões amplas e informadas para a proposição de soluções para a sociedade, sem a pretensão de resolver os problemas diretamente, mas de criar um conjunto de saberes para que outros setores possam apreciar e adotar.


