Uma reunião voltada ao debate sobre o fluxo de acolhimento e os processos de regularização de imigrantes que chegam em Brusque aconteceu na Câmara de Vereadores na quarta-feira, 11. O encontro foi realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação e contou com a participação da organização Círculos de Hospitalidade, representantes do poder público, instituições e equipes técnicas.
A reunião teve como principal objetivo ampliar o entendimento sobre a chegada de imigrantes à cidade, discutir as etapas do acolhimento e identificar os principais desafios enfrentados no atendimento a essa população. Também foram abordadas as formas de articulação entre os serviços públicos municipais, especialmente nas áreas de assistência social, saúde, educação e trabalho.
Outro ponto discutido foi o processo de regularização migratória, incluindo orientações sobre documentação, procedimentos administrativos e o acesso aos serviços públicos, além de estratégias que favoreçam a integração social e profissional dos imigrantes na comunidade brusquense.
Durante o encontro, a ativista humanitária Bruna Kadletz conduziu uma palestra sobre o tema. Diretora da organização Círculos de Hospitalidade, de Florianópolis, ela apresentou conceitos relacionados à pauta migratória, como as diferenças entre migrantes e refugiados, e abordou aspectos ligados à documentação e ao contexto da chegada dessas pessoas aos municípios.
“Essa experiência de campo trouxe uma bagagem muito grande, que permitiu contribuir com uma visão tanto global quanto local. A partir disso, podemos apoiar a construção de políticas públicas e refletir sobre como as cidades e a sociedade podem responder de forma mais preparada para acolher os migrantes que estão chegando”, completou a ativista.
A organização Círculos de Hospitalidade desenvolve iniciativas socioeconômicas, educacionais e culturais voltadas à integração de refugiados e migrantes em situação de vulnerabilidade em Santa Catarina. Nos últimos anos, os projetos coordenados pela instituição já beneficiaram mais de 24 mil pessoas de 84 nacionalidades, em parceria com agências da Organização das Nações Unidas (ONU), o governo brasileiro, fundações internacionais e outras entidades.
De acordo com o chefe de Acolhimento ao Imigrante de Brusque, Caio Eduardo Videira Lins, o diálogo entre diferentes instituições é fundamental para aprimorar as políticas públicas voltadas à migração.
“Nosso objetivo é fortalecer a rede de atendimento e tornar o fluxo de acolhimento cada vez mais organizado e humanizado. Precisamos compreender de forma clara como ocorre a chegada dessas pessoas ao município”, explicou.
Ele ressaltou ainda que o alinhamento entre os órgãos facilita o acesso dos migrantes aos serviços disponíveis. “Com essas informações conseguimos atuar de forma integrada, garantindo acesso à documentação, aos serviços públicos e também à inserção social e profissional dessas pessoas em Brusque”.
