Historicamente marcado pela concentração de atividades comerciais e administrativas, o Centro da capital catarinense tem registrado aumento na procura por moradia nos últimos anos.

O interesse está associado à busca por praticidade no dia a dia e pela possibilidade de acessar trabalho, serviços e lazer a distâncias menores.

Dados do índice FipeZap indicam que o preço médio dos imóveis em Florianópolis subiu 52,34% nos últimos 5 anos. No Centro da cidade, a valorização no período foi de 38,3%, refletindo a combinação entre infraestrutura urbana consolidada e oferta limitada de novos empreendimentos.

Nos últimos dois anos, a incorporadora Parkside ampliou sua presença em áreas próximas ao Centro. No período, foram quatro empreendimentos inaugurados ou lançados nos bairros Centro, Trindade, Carvoeira e Itacorubi.

A estratégia da empresa tem sido concentrar projetos em regiões com infraestrutura urbana consolidada e maior oferta de transporte, universidades e serviços.

Os empreendimentos seguem o modelo de apartamentos compactos prontos para morar, com unidades mobiliadas e equipadas. O formato tem sido procurado por moradores que priorizam localização e praticidade no processo de mudança.

“Quanto menos deslocamentos uma pessoa precisa fazer no dia a dia, maior tende a ser a eficiência da cidade. Esse modelo já é aplicado em centros urbanos europeus e começa a ganhar espaço em cidades brasileiras”, afirma Felipe da Paz, COO da Parkside.

A discussão sobre o futuro da região central tem mobilizado entidades empresariais de Santa Catarina, como a ACIF e a CDL Florianópolis. Em parceria com a Prefeitura de Florianópolis, as instituições financiaram um estudo urbano conduzido pelo escritório internacional Gehl, referência em projetos de requalificação urbana.

O escritório dinamarquês participou de iniciativas de transformação urbana em cidades como Copenhagen, Nova York e Melbourne, com foco em mobilidade ativa, qualificação dos espaços públicos e estímulo à ocupação das áreas centrais.

O estudo sobre Florianópolis propõe 90 diretrizes para melhorar a experiência urbana na região central e incentivar a presença de moradores, comércio e atividades culturais. O material foi entregue à prefeitura em março.

A presença de moradores é considerada um elemento relevante para a vitalidade das áreas centrais. O aumento da ocupação residencial tende a ampliar a circulação de pessoas ao longo do dia e da noite, o que pode fortalecer comércio, serviços e atividades culturais.

Esse processo costuma gerar um ciclo de revitalização: mais moradores estimulam a abertura de novos negócios, enquanto a oferta de serviços torna a região mais atrativa para viver.

Em Florianópolis, a combinação entre estudos urbanísticos, investimentos públicos e novos projetos imobiliários indica a possibilidade de consolidação do Centro como uma região de uso misto, reunindo moradia, comércio, serviços e atividades culturais em um mesmo território.

"“Quanto menos deslocamentos uma pessoa precisa fazer no dia a dia, maior tende a ser a eficiência da cidade. Esse modelo já é aplicado em centros urbanos europeus e começa a ganhar espaço em cidades brasileiras”, afirma Felipe da Paz, COO da Parkside."