Redução da jornada de trabalho, mudanças no Universidade Gratuita e novas formas de execução de obras públicas foram alguns dos temas abordados pela candidata ao Governo de Santa Catarina pela Unidade Popular (UP), Laís Chaud, durante a sabatina realizada pela rádio Som Maior.

Psicóloga e com trajetória ligada ao movimento estudantil e à luta por moradia, Laís apresentou as principais propostas da candidatura e destacou como prioridades o combate à violência contra as mulheres e a redução do custo de vida.

“Moradia, quando a gente faz esse debate, não é só ter um teto”, afirmou a candidata, ao defender políticas que também contemplem saúde, educação e saneamento básico.

Questionada sobre a jornada de trabalho, Laís defendeu a implantação da escala 4x3 sem redução salarial. A candidata afirmou que a mudança deve ocorrer de forma gradual e também defendeu o aumento do salário mínimo.

Na educação, a proposta é substituir o atual modelo do Universidade Gratuita por investimentos na ampliação da Udesc. Laís também defendeu o fim do vestibular como forma de ampliar o acesso ao ensino superior.

“Para nós, fica um pouco desbalanceado e principalmente porque acaba indo dinheiro público para iniciativas privadas”, declarou sobre o programa estadual.

Outro ponto apresentado durante a sabatina foi a criação das Frentes Emergenciais de Trabalho. A proposta prevê atuação direta de trabalhadores em obras de infraestrutura, moradia, saúde e educação.

De acordo com Laís, a contratação ocorreria por meio de concursos públicos e reduziria a necessidade de intermediação de empresas privadas. “Seria ampliar, fazer mais concursos públicos para que a gente tenha esses trabalhadores com essa relação mais direta”, destacou.

A candidata também citou a possibilidade de utilizar o modelo para obras em estradas e construção de novas estruturas públicas. “O principal objetivo é o bem-estar das pessoas”, disse.

Sem acesso ao horário eleitoral gratuito em rádio e televisão por causa da cláusula de barreira, Laís afirmou que a campanha pretende ampliar a presença em fábricas, bairros e centros de ensino.

“A gente vai ainda mais conversar com os trabalhadores nas portas das fábricas, nos bairros, nos centros de ensino”, ressaltou.

A candidata também destacou o uso de materiais próprios e das redes sociais para divulgar as propostas da Unidade Popular durante a campanha.