Santa Catarina consolidou sua posição de destaque no cenário socioeconômico nacional, projetando um ano de 2025 com indicadores econômicos extremamente positivos. O estado registrou um crescimento estimado de 3,9% no Produto Interno Bruto (PIB) e manteve a menor taxa de desemprego do país, atingindo apenas 2,2%. Paralelamente, o balanço de novas empresas constituídas superou a marca de 140 mil, as exportações alcançaram um recorde histórico de US$12,2 bilhões e as finanças públicas demonstraram solidez, com redução da dívida estadual. Essas análises detalhadas foram divulgadas no recém-lançado Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais, elaborado pela Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan).
O número de empresas ativas em Santa Catarina, estimado em mais de 140 mil em 2025, representa um recorde desde o início da série histórica em 2016, refletindo o dinamismo empreendedor catarinense. Este quantitativo corresponde ao saldo entre empresas abertas e fechadas, conforme levantamentos da Junta Comercial de SC (Jucesc), totalizando 1.649.128 empresas ativas até fevereiro de 2026. Microempreendedores individuais (MEI) são a força motriz desse cenário, respondendo por 51,5% do total, seguidos por sociedades limitadas (36,7%) e empreendedores individuais (10,6%). Entre os municípios, Florianópolis liderou com 173.820 empresas, seguido por Joinville (144.752), Blumenau (90.357), Itajaí (79.025) e São José (66.890), com esses 15 principais centros respondendo por mais da metade dos negócios estaduais.
As exportações catarinenses atingiram um patamar inédito em 2025, com US$12,2 bilhões em vendas para o exterior, o maior valor desde 1997 e um crescimento de 4,4% em relação ao ano anterior. O agronegócio foi o principal motor desse desempenho, especialmente a exportação de carnes. Foram dois milhões de toneladas de carnes vendidas, gerando uma receita de US$4,5 bilhões, um aumento de 8,5%. Santa Catarina se consolidou como o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil e o segundo maior de frangos. A carne de frango liderou a pauta exportadora com US$2,45 bilhões, e a suína atingiu US$1,85 bilhão, com destinos notáveis como Arábia Saudita, Países Baixos, Japão, Filipinas, China e um crescimento expressivo para o México.
A geração de empregos no estado também demonstrou diversidade, com aproximadamente 23% dos trabalhadores atuando na indústria (principalmente de transformação), 18% no comércio, 15% na administração pública e serviços sociais, 13% em serviços de informação, comunicação e finanças, e 7,1% na construção. Setores como Transporte, armazenagem e correio, e Indústria de Transformação, impulsionados pela atividade exportadora, estiveram entre os que mais registraram novas empresas. Segundo Lucas Amancio, Secretário de Estado do Planejamento em exercício, "os resultados de 2025 demonstram que Santa Catarina possui uma infraestrutura econômica ativa e cadeias logísticas robustas, refletindo preparo e competitividade nos mercados nacional e internacional". A indústria de transformação catarinense, por exemplo, cresceu 3,2%, contrastando com a retração nacional. No panorama global, os Estados Unidos mantiveram a liderança como principal destino das exportações catarinenses (12,1%), seguidos pela China (9,9%), enquanto mercados como Argentina, Chile e Arábia Saudita apresentaram crescimento expressivo, diversificando e fortalecendo as relações comerciais do estado.
