O 2º Seminário Agosto Lilás reuniu autoridades e a comunidade para debater a prevenção e o enfrentamento à violência contra as mulheres. O evento, realizado no Centro de Ciências Jurídicas da Uniplac, em Lages, integrou a programação do mês de conscientização e teve como tema “+ Mulheres Vivas, Livres, Informadas e Protegidas”. A noite de palestras e reflexões buscou discutir o papel da sociedade na proteção feminina, abordando a necessidade de ações contínuas focadas em prevenção, educação e informação para transformar a realidade atual.
A vice-governadora de Santa Catarina, Marilisa Boehm, foi uma das palestrantes e destacou a estrutura administrativa do município. “Lages deve ser exemplo para os outros municípios com a primeira e única cidade do Estado que conta na sua estrutura administrativa com uma Secretaria de Políticas para a Mulher e para a Pessoa Idosa. Eu tentei por muitos anos e oportunidades em Joinville, mas infelizmente nunca tive o apoio necessário da classe política que é composta majoritariamente por homens na maior cidade do estado”, declarou Boehm. Sua fala abordou a trajetória na criação da Delegacia de Proteção à Mulher de Joinville e a implantação de protocolos de atendimento às vítimas.
O seminário também contou com a participação da desembargadora do Tribunal de Justiça, Hildemar Meneguzzi de Carvalho, e da promotora de Justiça, Daniela Bock Bandeira, que apresentaram diferentes perspectivas sobre o tema. A prefeita Carmen Zanotto ressaltou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “A violência contra a mulher não é uma responsabilidade de uma única instituição. Hoje temos aqui o poder estadual, o município, o Legislativo e o Judiciário caminhando juntos, cada um dentro da sua função, para garantir que as mulheres tenham seus direitos respeitados”, afirmou a prefeita durante o evento.
A secretária de Políticas para a Mulher, Suzana Duarte, apresentou as iniciativas desenvolvidas pela rede de proteção e apoio em Lages. Ela enfatizou que por trás de cada dado estatístico existe uma história de vida. “É por isso que precisamos olhar para esses dados com humanidade e transformar essa realidade por meio de políticas públicas que cheguem à vida das mulheres, que acolham, orientem, protejam e abram caminhos para que elas possam seguir em frente”, disse. O evento também incluiu a ação “Tecendo um Futuro de Esperanças”, na qual os participantes escreveram mensagens em tecidos que serão unidos em um painel coletivo.

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