João Vianna 4 de novembro de 2026 0 Cidades, Política, São Bento do Sul A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de São Bento do Sul, ocorrida nesta terça-feira (3), foi marcada pelo retorno da vereadora Terezinha Dybas, afastada das atividades legislativas desde julho. Ela e demais vereadores discutiram e aprovaram projetos e moções.
Foi aprovado por unanimidade a moção 109/2026, de autoria do vereador Rodrigo Vargas, que pede mudanças no projeto de revitalização da Avenida São Bento, levando em consideração as manifestações, solicitações e preocupações apontadas pela comunidade. Para ele, os projetos de infraestrutura urbana devem ser conduzidos com transparência, planejamento e diálogo. “Nós precisamos de clareza. Este, atualmente, é o assunto mais polêmico da administração, e está faltando clareza. Nós queremos uma audiência pública e queremos que as pessoas tenham mais acesso”, comentou o proponente. A moção também solicita a apresentação transparente de estudos técnicos e a busca de alternativas viáveis que possam atender às necessidades de mobilidade e infraestrutura urbana.
Somente um projeto entrou em segunda discussão, o 356/2026. Ele cria uma política pública ao atendimento de imóveis rurais e de residências situadas em áreas urbanas de baixa densidade populacional, onde não há disponibilidade de rede pública de sanitário ou em que a conexão à infraestrutura convencional se mostre técnica ou economicamente inviável. O principal objetivo do projeto é ampliar o acesso ao esgotamento sanitário através de ações compatíveis com as características territoriais, ambientais, econômicas e sociais das áreas de menor adensamento, preservando os recursos a saúde pública e a sustentabilidade operacional do serviço.
Já em primeira discussão, no total, oito projetos foram pautados. Um deles, o 361/2026, busca autorizar a abertura de crédito adicional suplementar, no valor de R$ 6,5 milhões, vindos da média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar. “O poder público só pode gastar para aquilo que está na lei. Haverá um crédito adicional de mais de R$ 20 milhões. Quando foi feito orçamento lá no ano passado, previu-se que iriam ser arrecadados da receita do Sus o valor de mais de R$ 1,7 milhão. No entanto, até setembro tem vindo quase R$ 2,3 milhões por mês. Por isso é necessário essa adequação”, exemplificou Dybas.
Outra iniciativa discutida, a 367/2026, visa autorizar a suplementação de dotação orçamentária destinada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, no valor de R$ 55.806,19, garantindo a disponibilidade para o atendimento das necessidades da pasta.
Os vereadores Gilmar Pollum, Vilson da Silva, Terezinha Dybas, Rodrigo Vargas e Diego Niespodzinski participaram da Palavra Livre neste encontro.



